… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de julho de 2017

2 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
2 de julho

“Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” (Lc 10:41-42, ARC, Pt)

Maria estava sentada, tranquilamente, aos pés de Jesus, escutando a Sua Palavra. Marta estava agitada e nervosa no seu serviço, ressentida porque Maria não lhe dava uma mão para ajudá-la. O Senhor Jesus não corrigiu Marta pelo seu serviço mas sim pelo espírito com que ela o fazia. Aqui se sugere que as prioridades de Marta estavam equivocadas; não devia ter posto o serviço por cima da adoração.

Muitos de nós somos como Marta. Somos também realizadores e executores, que preferimos fazer a ficar sentados. Sentimo-nos orgulhosos de ser organizados, eficientes e capazes de realizar as coisas. Estamos tão preocupados com o nosso trabalho que as nossas leituras bíblicas pela manhã se interrompem frequentemente ao recordar as sessenta coisas que temos de fazer. As nossas orações tendem a ser apressadas porque a nossa mente vagueia desde Dan até Berseba, fazendo planos para todo o dia. Ressentimo-nos com facilidade quando outros não agarram num trapo e nos ajudam. Sentimos que todos devem fazer o que nós estamos fazendo.

Também há aqueles que são como Maria. São amantes, no bom sentido. As suas vidas transbordam afeto pelos demais. Para eles as pessoas são mais importantes do que as panelas e as frigideiras. Uma Pessoa em particular é o Objeto do seu afeto. Não são preguiçosos, ainda que assim nos pudessem parecer as “Martas”. Simplesmente têm diferentes prioridades.

Apreciamos uma pessoa que é cálida e amorosa mais do que outra que é gelidamente capaz e eficiente. Os nossos corações sentem-se atraídos por um menino que nos enche de abraços e beijos mais que por um menino que está tão ocupado com os seus brinquedos e que não nos presta atenção.

Alguém há dito bem que Deus está mais interessado na nossa adoração que no nosso serviço; o Noivo celestial está cortejando uma noiva, não contratando uma serva.

Cristo nunca nos pede um tal trabalho fatigante,
Mas de tempo para nos sentarmos a Seus pés.
A paciente atitude de expectativa
Vê-a como um serviço mais completo e fiel.

Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Oxalá que todos façamos o mesmo!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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