… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

11 de setembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
11 de setembro
“Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus... depois de se multiplicar tudo quanto tens.” (Dt 8:13, ARC, PJFA)

Como regra geral, o povo de Deus não pode florescer no meio da prosperidade material. Progridem muito mais na adversidade. No seu cântico de despedida, Moisés predisse que a prosperidade de Israel o arruinaria espiritualmente: “E, engordando-se Jeshurun, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação.” (Dt 32:15, ARC, Pt)

A profecia cumpriu-se nos dias de Jeremias, quando o Senhor Se queixava de que: “... quando Eu os tinha fartado, adulteraram, e em casa de meretrizes se ajuntaram em bandos.” (Jr 5:7, PJFA)

De novo lemos em Oseas 13:6: “Em seus pastos se saciaram, e repletos se ensoberbeceu o seu coração; por esta causa se esqueceram de Mim.”

Depois de voltar do exílio, os levitas confessaram que Israel não tinha respondido adequadamente a tudo o que o Senhor tinha feito por eles: “...comeram, pois, fartaram-se e engordaram, e viveram em delícias, pela Tua grande bondade. Não obstante foram desobedientes, e se rebelaram contra ti; lançaram a Tua lei para trás das costas, e mataram os Teus profetas que protestavam contra eles para que voltassem a Ti; assim cometeram grandes provocações.” (Ne 9:25b-26 ,PJFA)

Somos propensos a considerar a prosperidade material como uma evidência inegável da aprovação do Senhor pelo que somos e fazemos. Quando os lucros nos nossos negócios crescem, dizemos: “O Senhor em realidade está-me abençoando.” Provavelmente seria mais exato que considerássemos estes lucros como uma prova. O Senhor espera ver o que faremos com eles. Gastá-los-emos para o nosso próprio benefício, ou atuaremos como fiéis administradores, empregando-os para enviar as boas novas até as partes mais remotas da Terra? Acumulá-los-emos num esforço para juntar uma fortuna, ou investi-los-emos para Cristo e a Sua causa?

F. B. Meyer disse: “Se fosse discutido o quanto e quais as provas mais severas para o carácter, se a luz do Sol ou a tormenta, se o êxito ou a dificuldade, os observadores mais agudos da natureza humana dir-nos-iam provavelmente de que nada mostra mais claramente o material de que somos feitos como a prosperidade, porque esta é a mais severa de todas as provas.”

José haveria estado de acordo. Ele disse: “Deus me fez frutificar na terra da minha aflição” (Gn 41:52). Beneficiou-se mais da adversidade do que da prosperidade, ainda que sob ambas as circunstâncias se conduziu favoravelmente.

Tradução de Carlos António da Rocha

*** 

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: