… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

12 de setembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
12 de setembro
“Deus zeloso.” (Na 1:2, ARC, Pt)

OH CRENTE, o teu Deus é muito zeloso do teu amor! Deus escolheu-te? Bem, Ele não pode suportar que tu escolhas outro. Ele comprou-te com o Seu próprio sangue? Então, Ele não pode tolerar que tu penses que te pertences a ti mesmo ou que pertences a este mundo. Ele amou-te de tal maneira que não ficou no Céu sem ti. O Senhor preferiria antes morrer do que deixar-te perecer; portanto, não podes tolerar que nada esteja entre Ele e o amor do teu coração. Deus é muito zeloso da tua confiança. Ele não permitirá que tu confies num braço de carne. Não pode tolerar que caves cisternas rotas quando está ao teu alcance sempre livre o superabundante manancial. Quando te apoias nEle, alegra-Se; porém, quando dependes de outro, quando confias na tua própria sabedoria, ou na sabedoria de um amigo, ou –pior de tudo- quando confias em alguma obra tua, então ofende-Se e castigar-te-á para te atrair a Si mesmo. Deus é também muito zeloso da nossa companhia. Não deveria haver ninguém com quem conversemos tanto como com Jesus. Estar só com Ele, isto é o verdadeiro amor. Mas conversar com o mundo, achar suficiente distracção nas comodidades carnais, preferir a companhia dos nossos Irmãos antes que à comunhão íntima com Ele, é motivo de dor para o nosso zeloso Senhor. Ele quereria de boa vontade que estivéssemos com Ele e gozássemos da Sua constante comunhão. Muitas das provas que Deus nos manda, têm o propósito de apartar os nossos corações da criatura e de fixá-los mais estreitamente no Criador. Que este zelo, que deve conservar-nos perto de Cristo, seja para nós também um consolo, pois se Ele nos ama assim tanto como para Se preocupar acerca do nosso amor, podemos estar seguros de que Ele não permitirá que nada nos ofenda, e proteger-nos-á de todos os nossos inimigos. Oh que tenhamos hoje a graça de conservar os nossos corações em sagrada castidade para com o nosso Amado, fechando os nossos olhos às fascinações do mundo com sagrado zelo!

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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