… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 25 de setembro de 2016

25 de setembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
25 de setembro
“Para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Rm 3:26, ARC, Pt)

“SENDO justificados pela fé temos paz para com Deus.” A consciência não acusa mais. O juízo decide-se agora a favor do pecador. A memória recorda com profunda dor os pecados passados, mas não teme que lhe venha algum castigo, pois Cristo pagou a dívida do Seu povo até ao último j e ao último til, e recebeu a aprovação divina. E, a menos que Deus seja tão injusto para demandar um duplo pagamento por uma dívida, nenhuma alma, pela qual Cristo morreu como substituto, pode jamais ser atirada ao Inferno. Crer que Deus é justo parece ser um dos fundamentos da nossa natureza iluminada. Nós sabemos que isto deve ser assim. Ao princípio isto causava-nos terror pensar desse modo. Mas, que maravilha, que esta mesma crença de que Deus é justo, chegasse a ser mais tarde, o pilar em que se apoiaria a nossa confiança e a nossa paz! Se Deus for justo, eu, que sou um pecador sem substituto, devo ser castigado. Mas Jesus ocupa o meu lugar e é castigado por mim. E agora, se Deus é justo, eu, que sou um pecador que está em Cristo, nunca posso perecer. Deus deverá mudar a Sua natureza antes de que uma alma, cujo substituto é Jesus, possa alguma vez, por qualquer possibilidade, sofrer a punição da lei. Assim, havendo Jesus tomado o lugar do crente, havendo sofrido tudo o que o pecador devia ter sofrido por causa do seu pecado, o crente pode exclamar triunfalmente: “Quem acusará os escolhidos de Deus?” Deus não o fará, pois é Ele o que nos tem justificado; tampouco o fará Cristo, pois Ele é o que morreu, “mais até, Aquele que também ressuscitou.” Tenho esta esperança não porque seja pecador, mas porque sou um pecador por quem Cristo morreu. Não creio que eu seja um santo, mas creio que, ainda que seja ímpio, Ele é a minha justiça. A minha fé não descansa no que sou, ou no que serei, ou no que sinta, ou no que saiba, mas no que Cristo é, no que Ele tem feito, e no que Ele está fazendo agora por mim. Sobre o Leão da Justiça cavalga a honesta criada esperança como uma rainha.

Tradução de Carlos António da Rocha

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