… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

26 de setembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
26 de setembro
“As murtas, que estavam na profundeza.” (Zc 1:8, ARC, Pt)

A visão deste capítulo descreve a condição de Israel nos dias de Zacarias. Mas, se o interpretamos em relação a nós, esta visão descreve a Igreja de Deus tal qual a achamos agora no mundo. A Igreja é comparada a uma pequena mata de murtas que floresce num vale. Essa pequena mata está escondida, desapercebida, encoberta. Não procura nenhuma glória nem atrai a atenção do indiferente espectador. A Igreja, à semelhança da sua Cabeça, tem uma glória, mas ela está encoberta dos olhos carnais, porque o tempo em que ela há-de apresentar-se em todo o seu esplendor, ainda não chegou. Também nos sugere aqui a ideia de aprazível segurança, pois a pequena mata de murtas, que está no vale, permanece quieta e sossegada, enquanto a tormenta passa pelo topo das montanhas. As tempestades desencadeiam a sua fúria sobre os escarpados picos dos Alpes, mas lá em baixo, onde corre o rio que alegra a cidade do nosso Deus, as murtas crescem junto às mansas águas, sem serem movidas pelos impetuosos ventos. Quão grande é a tranquilidade interior da Igreja de Deus! Mesmo quando é combatida e perseguida, tem uma paz que o mundo não pode dar, e que, portanto, não pode tirar. A paz de Deus que sobrepuja todo o entendimento, guarda os corações e as mentes do povo de Deus. Não descreve também esta metáfora o crescimento tranquilo e perpétuo dos santos? A murta não perde as suas folhas; está sempre verde. E a Igreja, até nos seus piores tempos, tem um bendito verdor de graça ao redor de si. Mais até: algumas vezes tem mostrado muito verdor, quando o seu Inverno era muito intenso. A Igreja tem prosperado mais quando os seus adversários foram mais severos para com ela. Este versículo sugere também a vitória. A murta é o emblema da paz e também um símbolo do triunfo. As têmporas do conquistador eram coroadas com murta e louro. E a Igreja não é sempre vitoriosa? Não é cada cristão mais do que vencedor por meio dAquele que o amou? Vivendo em paz, não caem adormecidos os cristãos com as armas da vitória?


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: