… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

28 de setembro



William MacDonald
Um dia de cada vez
28 de setembro
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Rm 12:21, ARC, Pt)

Se este versículo não tivesse sido escrito sob a inspiração de Deus, dirias: “Paga-lhe na mesma moeda.” O mundo pensa em termos de represália e vingança.

Mas na escola de Cristo aprendemos a lição oposta. Não devemos ser vencidos pelo mal, mas a empregar o bem para vencer ao mal.

Uma história atribuída a Francisco de Assis ilustra o tema. Quando era menino brincava na vizinhança da sua casa e descobriu que havia um eco quando gritava. Era a sua primeira experiência com o eco, de modo que começou a experimentar. Gritou: “Odeio-te” e a mensagem voltou: “Odeio-te.” Subindo o volume, voltou a gritar: “Odeio-te” e as palavras voltaram uma vez mais com maior intensidade: “Odeio-te.” A terceira vez gritou com toda a sua força: “Odeio-te” e as palavras repercutiram com grande veemência: “Odeio-te.” Depois, o silêncio. Correu para sua casa, chorando convulsivamente. A sua mãe tinha escutado os fortes gritos no pátio mas, todavia perguntou-lhe: “O que se passa, querido?” Respondeu: “Há um garotinho aí fora que me odeia.” A sua mãe pensou por um momento e logo disse: “Já te digo o que faças. Vai lá fora e diz ao garotinho que o amas.”

De modo que o rapazito saiu e gritou: “Amo-te.” Com precisão as palavras voltaram claras e suaves: “Amo-te.” Gritou uma vez mais com maior ênfase: “Amo-te” e de novo escutou a resposta: “Amo-te.” Pela terceira vez gritou com profunda sinceridade: “Amo-te” e as palavras voltaram para ele meigamente: “Amo-te.”

Enquanto escrevo isto, há pessoas por todo mundo que gritam: “Odeio-te.” E ainda se interrogam por que as tensões aumentam. As nações expressam o seu ódio para com outras nações. Os grupos religiosos estão envolvidos em combate. As raças rivalizam entre si. Os vizinhos pelejam por causa das cercas dos seus pátios e os lares destroçam-se com pequenas lutas e amarguras. Estas pessoas, carentes do fruto de Espírito, estão deixando que o mal as vença, porque o ódio engendra ódio. Se tão somente mudassem a sua estratégia devolvendo amor por ódio, venceriam o mal com o bem e descobririam que o amor engendra amor.

“Devemos ser extremamente cuidadosos
Da semente que a nossa mão semear;
Do amor germinará o amor,
Do ódio crescerá o ódio.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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