… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

29 de setembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
29 de setembro
“Se a lepra tem coberto toda a sua carne, então declarará o que tem a praga por limpo.” (Lv 13:13, ARC, Pt)

ESTE regulamento parece muito estranho, mas, sem embargo, havia nele sabedoria, pois o facto de expulsar a enfermidade, demonstrava que a constituição física do paciente era sã. Pode ser bom para nós, esta manhã, ver o ensino típico deste preceito tão singular. Nós, também, somos leprosos e podemos compreender a lei do leproso como aplicável a nós mesmos. Quando um homem se vê inteiramente perdido e arruinado, todo coberto com a contaminação do pecado e sem nenhum membro livre de corrupção; quando renuncia a todos os seus direitos e se confessa culpado diante do Senhor, então o tal é limpo pelo sangue de Jesus e pela graça de Deus. A iniquidade oculta, não sentida nem confessada, é uma verdadeira lepra, porém, quando o pecado é manifesto e sentido, recebe um golpe mortal, e o Senhor olha com olhos de misericórdia à alma afligida pelo mal. Nada é mais grave do que a justiça própria, nem nada nos traz mais esperança do que a contrição. Temos de confessar que nós somos “nada mais do que pecado”, pois nenhuma outra confissão será verdadeira. Se o Espírito Santo obra em nós, convencendo-nos de pecado, não teremos dificuldade em fazer essa confissão, pois brotará espontaneamente dos nossos lábios. Que conforto traz este versículo aos que estão sob uma profunda convicção de pecado! O pecado lamentado e confessado, ainda que seja horrível e repugnante, nunca impedirá que o homem se aproxime do Senhor Jesus. Quem quer que venha a Jesus, Ele de modo nenhum o expulsará. Ainda que seja desonesto como o ladrão, incasto como a mulher pecadora, impetuoso como Saulo de Tarso, cruel como Manassés e rebelde como o filho pródigo, o grande coração de amor atenderá ao homem que sente que nele não há nada são, e declará-lo-á limpo quando confie em Jesus crucificado. Vem, pois, a Ele, pobre pecador cansado e oprimido.

Vem necessitado, vem culpado, vem repugnante e nu;
Vem assim mesmo muito imundo—vem como estás!

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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