… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

30 de setembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
30 de setembro
“Este (André) achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus.” (Jo 1:41-42, ARC, Pt)

O método normal de evangelizar para os cristãos é dar testemunho de Cristo dentro do contexto das suas vidas diárias. Isto não quer dizer que Deus não use a apresentação do Evangelho a pessoas totalmente desconhecidas. Claro que o faz! Mas, é muito mais convincente quando um crente dá o seu testemunho a pessoas que o conhecem e que podem ver o que Cristo tem feito na sua vida. É precisamente o que fez André.

Walter Henrichsen contava dum jovem que era muito receoso quanto a testemunhar aos seus colegas na universidade. Henrichsen perguntou-lhe: “Joe, a quantos estudantes na universidade conheces pessoalmente? Refiro-me àqueles que quando te vêem sabem o teu nome.” Depois de estar aí por um par de meses somente conhecia dois ou três homens.

«Disse-lhe: ‘Joe, nas seguintes quatro semanas quero que conheças tantos estudantes no campus quantos possas. Ponhamos como meta cinquenta estudantes. Não terás de lhes testemunhar. Nem sequer terás de lhes dizer que és cristão. Tudo o que tens de fazer é simplesmente conhecê-los. Detém-te nos seus aposentos e conversa com eles. Joga ping-pong com eles, ide juntos a alguma competição desportiva e come com eles. Faz o que queiras, mas conhece cinquenta homens, de modo que daqui a um mês, quando cá voltar, me possas apresentar a cada um deles pelo seu nome.'»

Quando Henrichsen voltou a ver o jovem um mês mais tarde, este tinha guiado a Cristo a seis homens. “Nem sequer falámos de se tinha chegado a conhecer cinquenta homens. Não fez falta. Tinha descoberto por si mesmo que, ao fazer amizade com os “publicanos e pecadores”, o Senhor, de maneira natural, dava-lhe oportunidades para testemunhar.”

Em relação a este método de evangelização dentro do contexto das nossas vidas quotidianas, devemos fazer duas observações. Primeira, que a vida do que testemunha é importante. Nota-se uma grande diferença se caminha em intimidade com o Senhor. Posso ter facilidade para falar e expressar-me muito bem, apresentando a minha mensagem memorizada, mas se a minha vida não é santa, a minha mensagem fica anulada.

A segunda observação é que este método não põe a ênfase nos resultados instantâneos. Jesus ligava o processo da salvação ao crescimento do grão; não podes recolher a colheita no mesmo dia em que plantas a semente. É verdade que alguns se salvam a primeira vez quando escutam o Evangelho, mas isto não é o normal, e estes representam uma pequena fração do total. Geralmente falando, a conversão vai precedida por um período em que se escuta a mensagem, somos convencidos de pecado e até se resiste à voz do Espírito Santo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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