… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 9 de setembro de 2017

9 de setembro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
9 de setembro
“[Eu] responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes” (Jr 33 :3, ARC, Pt)

Há diferentes traduções destas palavras. Uma versão tradu-las assim: “Eu ensinar-te-ei coisas grandes e grandiosas.” Outra: “Coisas grandes e reservadas.” Assim sendo, na experiência cristã há coisas especiais e reservadas: todos os desenvolvimentos da vida espiritual não são igualmente fáceis de alcançar. Existem formas e sensações de arrependimento, de fé, de alegria e de esperança que são experimentadas por toda a família comun, mas há um reino superior de êxtase, de comunhão e de união consciente com Cristo, que está longe de ser a comum habitação dos crentes. Nem todos nós temos o alto privilégio de João, a reclinarmo-nos sobre o peito de Jesus, nem o de Paulo, de sermos arrebatados até ao terceiro céu. Há alturas no conhecimento experimental das coisas de Deus que o olho de águia da perspicácia e do pensamento filosófico jamais viu: só Deus pode levar-nos lá; porém o carro no qual Ele nos leva para cima, e os corcéis de fogo com os quais esse carro é puxado, são orações prevalecentes. A oração prevalecente é vitoriosa junto do Deus de misericórdia, “e na sua força lutou com Deus. Lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou connosco.” A oração prevalecente leva o Cristão ao Carmel, e permite-lhe cobrir o céu com nuvens de bênção, e a terra com torrentes de misericórdia. A oração prevalecente leva o Cristão para o alto de Pisga, e mostra-lhe a herança reservada; ela eleva-nos ao Tabor e transfigura-nos, até que, à semelhança do seu Senhor, como Ele é, somos nós também neste mundo. Se tu queres ter uma experiência mais elevada que a abjeta experiência comum, confia na Rocha que é mais alta do que tu, e olha fixamente com os olhos da fé através da janela da oração insistente. Quando abres a janela do teu lado, ela não permanecerá fechada com ferrolhos no outro.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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