… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 1 de outubro de 2016

1 de outubro



William MacDonald
Um dia de cada vez
1 de outubro

“.... Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.” (Tg 4:14, ARC, Pt)
                                                                                                                                            
O Espírito Santo, por meio das Escrituras, recorda com insistência ao homem mortal a brevidade da vida. Empregando repetidamente as comparações, o Espírito do Senhor grava em nós o pensamento de que os nossos dias são limitados e passam rapidamente.

Por exemplo, compara a vida a uma lançadeira de tecedor (Jb 7:6), precipitada de um lado ao outro do tear, movendo-se tão depressa que os olhos quase não podem segui-la.

Job fala da vida como um sopro (Jb 7:7) que nunca volta. O salmista ecoa o mesmo sentimento quando fala do “sopro que vai e não volta.” (Sl 78:39)

Bildad recorda, desnecessariamente, a Job que: “os nossos dias sobre a terra são como sombra” (Jb 8:9), uma descrição que se repete no Salmo 102:11 “Os meus dias são como sombra que se vai.” Uma sombra é efémera, dura um tempo muito curto.

Job compara a sua vida a uma folha de árvore (Jb 13:25), frágil e murcha, como o restolho seco, levada pelos ventos. Isaías recorre à piedade do Senhor recordando-Lhe que: “e todos nós murchamos como a folha.” (Is. 64:6)

David descreve os seus dias como de fim curto: “Eis aqui, Tu tens feito os meus dias muito breves [lit., como palmos]...” (Sl 39:5, BS). Se víssemos a vida como um caminho, esta tão somente mediria dez centímetros de comprimento.

Moisés, o homem de Deus, pinta a vida como um sonho (Sl 90:5), no qual o tempo passa sem sermos conscientes dele.

No mesmo lugar, Moisés fala dos homens e das suas vidas como erva: “Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce. De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca.” (Sl 90:5-6). Séculos mais tarde David empregou a mesma figura para descrever a nossa vida tão transitória: “Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce. Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido.” (Sl 103:15-16, ARC, Pt). Como Spurgeon dizia, a erva é: “semeada, cresce, espiga, corta-se, desaparece”. Assim é a vida, em poucas palavras!

Por fim, Tiago acrescenta o seu testemunho dizendo que a vida é efémera, como a neblina (Tg 4:14). Aparece por um pouco de tempo e logo depois se desvanece.

Esta acumulação de símiles [1] tem uma dupla intenção. Primeiro, deve motivar o não convertido a considerar a brevidade do tempo e a importância de estar preparado para encontrar-se com Deus. Segundo, deve fazer com que os crentes contem os seus dias, de tal modo, que alcancem corações sábios. (Sl 90:12). Isto resultará em vidas devotadas e dedicadas a Cristo, vidas investidas para a eternidade.

[1] símile m. comparação de coisas semelhantes; analogia; exemplo; adj. 2 gén. semelhante.(Do lat. simîle-, «id.»)

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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