… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

10 de outubro


William MacDonald
Um dia de cada vez
10 de outubro
“Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfémia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós.” (Ef 4:31, ARC, Pt)

A vida está cheia de situações provocadoras que tentam uma pessoa a perder a compostura. Possivelmente identificar-te-ás com alguma das seguintes cenas. O empregado entorna o café quente em cima de ti, ou faz-te esperar interminavelmente pela comida. Chegas a casa com as compras recém adquiridas e achas que o produto está defeituoso. Quando tentas que o vendedor te reembolse o dinheiro, volta-se insolente. Possivelmente deram-te informação errada que faz com que percas o avião. Acabas de estrear um carro novo quando um condutor descuidado to amolga. Uma loja promete entregar-te um electrodoméstico numa data determinada; chega o dia da entrega, mas o aparelho não chega, e falham repetidamente as promessas de entrega. A caixa no supermercado cobra-te excessivamente e depois é antipática quando lhe pedes alguma explicação. A tua vizinha briga contigo por algum conflito insignificante entre os seus filhos e os teus, e o seu tem a culpa. Outro vizinho incomoda-te com o altíssimo volume de música, ou com festas e alvoroços. Um companheiro de escritório faz-te constantemente comentários molestos, provavelmente por causa do teu testemunho Cristão. O computador comete um erro no teu extracto de conta e depois, apesar dos teus repetidos protestos por telefone, o erro continua mês após mês. Praticando o teu desporto favorito o árbitro dirige-se a ti utilizando palavras ofensivas. O problema pode apresentar-se na sala da tua casa, a família não se põe de acordo acerca dos programas da televisão.

Não há modo de evitar algumas destas situações irritantes. Mas, para o crente, o importante é como reage frente a elas. O modo natural é perder a paciência, e em seguida, repreender o ofensor com umas quantas palavras escolhidas. Mas, quando um Cristão perde de repente a paciência, perde, também, o seu bom testemunho. Aí o vemos, lívido de ira, com os olhos como aço cortante e os lábios trementes. Desde modo não pode falar sequer uma palavra para o SENHOR Jesus. Está-se comportando como qualquer homem do mundo. Neste momento deixou de ser como uma Bíblia aberta para se tornar numa calúnia para os demais.

A tragédia consiste em que a pessoa que o tratou mal, provavelmente, não o fez de propósito. Muitas vezes, não são pessoas que acossam ou perseguem o crente, mas simplesmente pecadores equivocados que andam perdidos e necessitam do Evangelho. Possivelmente, o seu proceder irado deve-se a alguma crise na sua vida pessoal. Possivelmente, se lhe tivesse sido mostrado tão somente amor e consideração, poder-se-ia havê-lo ganho para o Salvador.

As explosões de ira têm feito muito para anular o testemunho dos crentes e desonrar o nome do Senhor. Um Cristão encolerizado é um pobre promotor da fé.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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