… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

10 de outubro



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
10 de outubro
“E arrebatar-te-ei da mão dos malignos e livrar-te-ei das mãos dos fortes.” (Jr 15:21, ARC, Pt)

OBSERVA que é Deus, a gloriosa personalidade, que faz a promessa. Eu farei, Eu farei [1]. O SENHOR Jeová em Pessoa Se interpõe para arrebatar e livrar o Seu povo. Ele compromete-Se pessoalmente a livrá-los. O Seu próprio braço fá-lo-á, para que Ele possa receber a glória. Aqui nem uma palavra é dita de que seja necessário algum esforço nosso para ajudar o Senhor. Nem a nossa força nem a nossa fraqueza são tomadas em consideração, senão somente Deus, tal como o Sol nos céus, resplandece magnificente com toda a auto-suficiência. Por que, nesse caso, calculamos as nossas forças e consultamos com a carne e o sangue para nosso penoso mal? Jeová tem poder suficiente sem empréstimo solicitado da parte do nosso braço fraco. Silêncio, pensamentos incrédulos, aquietai-vos e sabei que o Senhor reina! Nem tão-pouco há uma alusão neste versículo respeitante a meios e causas secundárias. O Senhor não diz nada de amigos e de ajudantes: Ele empreende a obra sozinho e não sente necessidade de que O ajudem braços humanos. Vão é todo o nosso esperar nos companheiros e nos parentes; eles são canas quebradas se nos apoiamos neles, se podem ajudar-nos, normalmente, não querem fazê-lo, e se quiserem, não podem. Já que a promessa vem exclusivamente de Deus, seria bom que esperássemos só nEle; e quando assim o fazemos, a nossa esperança nunca nos falha. Quem são os malvados para que os temamos? O Senhor consumi-los-á completamente; os tais são dignos de piedade antes que temidos. Quanto aos muito maus, eles são terrores somente para aqueles não têm Deus a quem recorrer, porquanto quando o Senhor está no nosso lado, a quem temeremos? Se cairmos no pecar para agradar ao malvado, temos motivo para nos alarmarmos, porém se seguramos com firmeza a nossa integridade, a raiva dos tiranos será dominado para nosso bem. Quando o peixe tragou Jonas achou nele um bocado que não pôde digerir; e quando o mundo devora a Igreja, ele está satisfeito com expeli-la dele de volta ao mesmo lugar. Durante todo o tempo das provações ardentes, na paciência possuamos as nossas almas.


[1] I will, I will (lit) I will deliver I will redeem

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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