… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 11 de outubro de 2016

11 de outubro


William MacDonald
Um dia de cada vez
11 de outubro
“Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, como farás na enchente do Jordão?” (Jr 12:5, ARC, Pt)

Este é um excelente versículo que nos desafia quando somos tentados a render-nos rápida e facilmente. Se não podermos fazer frente às dificuldades menores, como esperamos confrontar as maiores? Se nos dobrarmos sob os golpes insignificantes da vida, como nos aguentaremos sob os golpes mais fortes?

Ouvimos falar de Cristãos que assim que ficam mal humorados põem má cara porque alguém os ofende. Outros deixam de trabalhar e apresentam a demissão porque alguém os criticou. E outros torcem o nariz porque lhes rejeitam uma boa ideia.

Alguns, com um pequeno mal-estar físico já aulem como um urso ferido. E perguntamos o que fariam com uma enfermidade mortal. Se um homem de negócios não pode fazer frente aos problemas quotidianos, é pouco provável, que possa fazer frente, na verdade, aos que são realmente grandes.

Todos necessitamos de uma certa quantidade de disposição resistente. Isto não quer dizer que devamos ser ásperos ou insensíveis. A ideia é que não nos afoguemos num copo de água. Necessitamos da força moral que nos dê resistência nas vicissitudes da vida, e nos faça capazes de levantarmos e de seguir-nos adiante.

Possivelmente, hoje, enfrentas alguma crise. Neste momento parece-te muito severa e sentes-te tentado a renunciar, mas, dentro de um ano, esta crise já não te parecerá tão importante. É este o momento de dizeres com o salmista: “Porque Contigo entrei pelo meio duma tropa, com o meu Deus saltei uma muralha.” (Sl 18:29, ARC, Pt)

O escritor anónimo da epístola aos Hebreus faz uma interessante observação na qual está desafiando para que resistas: “Ainda não resististes até ao sangue” (Hb 12:4, ARC, Pt). Por outras palavras, ainda não pagaste o preço mais alto, o martírio. Se os crentes se angustiarem por um prato quebrado ou por um gato que se extraviou, ou por um desengano amoroso, o que fariam se tivessem de se enfrentar com o martírio?

A maioria de nós teríamos renunciado, há muito tempo, se cedêssemos aos nossos sentimentos. Porém, não é possível renunciar na batalha cristã. Levanta-te do chão, sacode o pó e mete-te por dentro do próprio conflito. A vitória nas escaramuças pequenas ajudar-nos-á a ganhar batalhas maiores.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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