… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 11 de outubro de 2016

11 de outubro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
11 de outubro
Levantemos os nossos corações com as mãos para Deus nos céus.” (Lm 3:41, ARC, Pt)

O ato da oração ensina-nos a nossa indignidade, o qual constitui uma lição muito saudável para seres tão orgulhosos como nós somos. Se Deus nos desse bênçãos sem constranger-nos a pedir-lhas em oração, nunca conheceríamos quão pobres somos; por outro lado, uma sincera oração é como um catálogo de necessidades, como uma revelação de pobreza oculta. A oração, ao mesmo tempo que é uma solicitude da riqueza Divina, é também uma confissão da vaidade humana. O estado mais saudável em que um Cristão se possa achar, é estar sempre vazio de si mesmo e depender constantemente das provisões do Senhor; é considerar-se sempre pobre em si mesmo, mas rico em Jesus; débil como a água pessoalmente, mas forte em Deus, capaz de fazer grandes proezas; e, por esse motivo a necessidade da oração, porque, enquanto Deus é adorado, a criatura está prostrada no pó, que é onde deve estar. A oração, além das respostas que nos traz, é muito benéfica para o Cristão. Assim como o corredor, pelo exercício diário, obtém forças para o dia da corrida, assim também nós, pelo santo exercício da oração, adquirimos energias para a grande corrida da vida. A oração coloca plumas nas asas dos aguiotos, para que aprendam a elevar-se sobre as nuvens. A oração cinge os lombos dos soldados de Deus e envia-os para o combate com os tendões avigorados e com os músculos fortalecidos Aquele que roga fervorosamente, sai do seu aposento particular como o sol nascente sai do seu tálamo, alegrando-se como um herói, a correr o seu caminho. A oração é a mão levantada de Moisés que derrota os amalequitas mais do que a espada de Josué; é a seta atirada da janela de Eliseu que pressagia a derrota dos sírios. A oração rodeia a debilidade humana com a fortaleza divina; transforma a loucura do homem em sabedoria celestial, e dá a paz de Deus aos preocupados mortais. Não conhecemos nada que a oração não possa fazer! Damos-Te graças, ó Deus, pelo propiciatório, uma prova cuidadosamente escolhida da Tua maravilhosa bondade. Ajuda-nos, hoje, a servir-nos corretamente dele!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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