… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

12 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
12 de outubro
“Meditarei nos Teus preceitos.” (Sl 119:15, ARC, Pt)

HÁ ocasiões quando a solidão é melhor do que a companhia e o silêncio mais sábio do que a conversação. Seríamos melhores Cristãos se estivéssemos mais a sós, esperando em Deus e acumulando forças, pela meditação da Sua Palavra, para empregá-las no Seu serviço. Temos de meditar nas coisas de Deus, pois é assim como obtemos delas o verdadeiro alimento. A verdade é semelhante a um cacho de uvas; se queremos obter vinho dele, temos de pisá-lo; temos de esmagá-lo e espremê-lo muitas vezes. Os pés de quem pisa têm de cair sobre os cachos, ou então, o sumo não sairá; e devem pisar bem as uvas; senão, grande parte do precioso líquido desperdiçar-se-á. Assim também, nós devemos, pela meditação pisar os cachos da verdade, se deles queremos obter o vinho da consolação. Os nossos corpos não se sustentam pondo meramente os mantimentos na boca. O processo pelo qual se alimentam os músculos, os nervos e os tendões é o processo da digestão. É pela digestão que assimilamos os mantimentos. As nossas almas não se alimentam apenas atendendo um pouco a esta, outro pouco a essa, e outro pouco àquela parte da verdade divina. É necessário que o ouvir, o ler, o observar e o aprender sejam digeridos para que sejam verdadeiramente proveitosos; e a digestão da verdade consiste, na sua major parte, em meditá-la. Por que é que alguns Cristãos fazem tão lentos progressos na vida espiritual, apesar de ouvir tantos sermões? Porque eles descuidam o estar a sós num gabinete reservado e não meditam conscientemente na Palavra de Deus. Gostam do trigo, mas não o moem; agrada-lhes ter os cereais, mas não vão ao campo colhê-los. A fruta pende da árvore, mas eles não a arrancam; a água flui aos seus pés, porém, eles não se inclinam para bebê-la. Oh, Senhor, livra-nos desta insensatez! Seja esta a nossa resolução, esta manhã: “Meditarei nos Teus preceitos.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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