… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

14 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
14 de outubro
“E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus.” (Flp 3:8, ARC, Pt)

O conhecimento espiritual de Cristo tem de ser um conhecimento pessoal. Não podemos conhecer Jesus pelo conhecimento que dele tenha outra pessoa. Não; eu devo conhecê-Lo por mim mesmo; tenho de conhecê-Lo pela minha própria consideração. Este será um conhecimento inteligente; tenho de conhecê-Lo não como o visionário O sonha, mas como a Palavra O revela. Devo conhecer as Suas naturezas, tanto a Divina como a humana. Tenho de conhecer os Seus ofícios, os Seus atributos, as Suas obras, a Sua humilhação e a Sua glória. Devo meditar nEle até “compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento.” Este será um conhecimento afectuoso. Se realmente O conheço, devo amá-Lo. Uma onça de conhecimento cordial vale mais do que uma tonelada de erudição mental. O nosso conhecimento dEle será um conhecimento que satisfaz. Quando eu conhecer o meu Salvador, a minha mente estará cheia até à borda; saberei que tenho aquilo por quem o meu espírito ansiava. “Este é aquele pão do qual se alguém comer dele jamais terá fome.” Este será, ao mesmo tempo, um conhecimento estimulante. Quanto mais conheça do meu Amado mais desejarei conhecer; quanto mais alto suba, mais altos estarão os cumes que estimulam os meus ansiosos passos a subir. Quanto mais obtenha, mais quererei. Como o tesouro do avarento, o meu ouro far-me-á cobiçar mais. Em conclusão: este conhecimento de Cristo Jesus será um conhecimento muito feliz; sim, será um conhecimento tão animador, que algumas vezes fará com que aguente completamente todas as provas, dúvidas e aflições: e enquanto desfrute dele, far-me-á algo mais do que “O homem, nascido da mulher, que é de poucos dias e farto de inquietação.” Este conhecimento espalhará à minha volta a imortalidade do eterno Salvador, e cingir-me-á com o cinto áureo do Seu eterno gozo. Vem, minha alma, senta-te aos pés de Jesus e aprende dEle durante todo este dia.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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