… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 15 de outubro de 2016

15 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
15 de outubro
“Mas quem suportará o dia da Sua vinda?” (Ml 3:2, ARC, Pt)

A Sua Primeira Vinda foi feita sem pompa exterior e sem ostentação de poder, e, no entanto, foram poucas as pessoas, realmente, capazes de suportar até mesmo a experiência do Seu poder. Herodes, e toda a Jerusalém com ele, estavam agitados, com a notícia do Seu nascimento admirável. Aqueles que supunham que O estavam esperando foram precisamente aqueles que O rejeitaram, mostrando assim a falácia do que eles professavam ser. A Sua vida na Terra pôs à prova (como um crivo o faz) ao grande montão de profissões religiosas, e poucos puderam resistir a esse teste. Mas, como será a Sua Segunda Vinda? Que pecador será capaz de aguentar imaginá-la? “Ferirá a Terra com a vara da Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará ao ímpio.” Se quando Ele estava na Sua humilhação, dizendo Ele apenas aos soldados: “Eu sou”, estes caíram por terra, qual será o terror dos Seus inimigos quando Ele Se manifestar plenamente como o “Eu sou”? Se Ele quando morreu, a Terra tremeu e o céu escureceu, qual será o terrível esplendor daquele dia, no qual o Salvador vivo, reúna diante de Si os vivos e os mortos? Oh! Que os terrores do Senhor persuadam os homens a abandonar os seus pecados e a beijar o Filho para que Ele não Se enfureça! Ainda que Ele seja um Cordeiro, também é o Leão da Tribo de Judá, que despedaça a presa, e ainda que Ele não quebre a cana rachada, Ele quebrará, no entanto, os Seus inimigos com vara de ferro e quebrá-los-á em pedaços como ao vaso do oleiro. Nenhum dos Seus inimigos poderá parar diante da fúria da Sua ira ou poderá esconder-se da Sua terrível indignação. Mas, os Seus amados, que foram lavados no Seu sangue, aguardam a Sua vinda, com alegria e esperança, e recebem-na sem temor. Para eles, Jesus é, desde já, o Seu purificador, e quando Ele os tenha provado, sairão como o ouro. Examinemo-nos a nós mesmos esta manhã, e façamos firme a nossa vocação e eleição, para que a Vinda do Senhor não nos cause pressentimentos tristes. Ó, que por graça rejeitemos toda a hipocrisia, e sejamos achados sinceros, e sem censura por Ele, no dia do Seu aparecimento!



Tradução de Carlos António da Rocha

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