… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 15 de outubro de 2016

15 de outubro

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
15 de outubro
“O burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça.” (Ex 34:20, ARC, Pt)

Todo o primogénito deveria ser do Senhor, mas como o burro era impuro não poderia ser apresentado em sacrifício. O que significa isto? É o jumento isento da lei? De maneira nenhuma. Deus não permite exceções. O burro pertence-Lhe a Ele, mas Ele não o aceita; Ele não renúncia ao Seu direito, mas também não Se agrada com a vítima. Não resta, então, outra saída que a redenção. O burro tinha de ser salvo pela substituição de um cordeiro que tomava o seu lugar; se ele não se resgatava, deve morrer. Minh’alma, aqui está uma lição para ti. Aquele animal impuro és tu mesma. Tu pertences ao Senhor que te fez e te preserva, mas tu és tão pecaminoso que Deus não quer, nem pode aceitar-te. O problema soluciona-se assim: O Cordeiro de Deus tem de tomar o teu lugar, caso contrário, tu deves morrer eternamente. Que todo o mundo conheça da tua gratidão para com o Cordeiro imaculado que já derramou o Seu sangue por ti, e assim te resgatou da fatal maldição da lei. Não se terá interrogado a si mesmo, por vezes, o Israelita, se quem deveria morrer, era o burro ou o cordeiro? Não se terá detido o bom homem para estimar e comparar? Indubitavelmente que não há comparação entre o valor da alma do homem e a vida do Senhor Jesus, e contudo o Senhor morre e o homem imbecil é perdoado. Minh’alma, admira o amor sem limites que Deus tem para contigo e para com outros da raça humana. Os vermes são comprados com o sangue do Filho do Altíssimo! O pó e cinza são redimidos com um preço muito superior à prata e ao ouro! Que perdição teria sido a minha se eu não tivesse encontrado uma tão abundante redenção! A degolação da cabeça de um burro era apenas uma penalidade momentânea, mas quem pode medir a ira vindoura, cujo limite não se pode imaginará? Inestimavelmente querido é o Cordeiro glorioso, que nos redimiu de semelhante perdição.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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