… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

17 de outubro


William MacDonald
Um dia de cada vez
17 de outubro
“Compra a verdade, e não a vendas.” (Pv 23:23, ARC, Pt)

Para obter a verdade de Deus há que pagar um preço e devemos estar dispostos a pagá-lo, custe o que custar. Uma vez que tenhamos obtido a verdade não devemos renunciar a ela.

O versículo não deve tomar-se tão literalmente ao ponto de que possamos comprar Bíblias ou literatura cristã mas não vendê-las. Comprar a verdade no nosso versículo, significa fazer grandes sacrifícios para conseguir o conhecimento dos princípios divinos. Pode significar hostilidade por parte da nossa família, a perda do emprego, romper com laços religiosos, perdas financeiras e até maus tratos físicos.

Vender a verdade significa comprometê-la ou abandoná-la, por completo. Nunca devemos fazer isso.

No seu livro “A Igreja no Lar”, Arnot escreveu: “É uma lei da natureza humana que o que vem facilmente, facilmente se vai. ‘No nosso adágio: água o deu, água o levou!’ O que ganhamos com trabalho duro podemos retê-lo firmemente, quer se trate da nossa fortuna, quer se trate da nossa fé. Aqueles homens que obtiveram grandes riquezas sem problemas ou sem trabalho duro, com frequência esbanjam-nas e morrem na pobreza. Muito raramente o homem que faz fortuna por meio de enormes esforços, a esbanja. O mesmo acontece com o Cristão que lutou para chegar ao seu cristianismo. Se tiver alcançado esse lugar de riqueza por meio do fogo e da água, não abandonará facilmente a sua herança”.

Santos de todos os tempos voltaram as costas à família, à fama e à fortuna para entrar pela porta estreita e caminhar pelo caminho estreito. Como o apóstolo Paulo, estimaram todas as coisas como perda pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, o Senhor. Como Raab, renunciaram aos ídolos do paganismo e reconheceram Jeová como o único Deus verdadeiro, e ainda também se isto fosse interpretado como uma traição para com o seu próprio povo. Como Daniel, negaram-se a vender a verdade, ainda que isto significava ser lançado num fosso cheio de leões famintos.

Vivemos numa época onde o espírito dos mártires escasseia consideravelmente. Os homens estão mais dispostos a comprometer a sua fé do que a sofrer por ela. A voz do profeta está ausente. A fé é flácida. As convicções relacionadas com a verdade condenam-se como dogmatismo. Para obter um espectáculo de unidade, os homens têm estado dispostos a sacrificar as doutrinas fundamentais. Vendem a verdade e não a compram.

Deus, porém, terá sempre aquelas almas escolhidas que apreciam tanto o tesouro escondido da verdade que estão dispostas a vender tudo o que têm para comprá-la e havendo-a comprado, não a vendem por preço algum.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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