… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

17 de outubro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
17 de outubro
“Disse, porém, David no seu coração: Ora, algum dia ainda perecerei pela mão de Saúl.” (1Sm 27:1, ARC, Pt)

O pensamento do coração de David nesta ocasião era um pensamento falso, porque ele, certamente, não tinha motivos para pensar que a unção que Deus lhe tinha dado por meio de Samuel estava destinada a ser posta de lado como um acto vão e sem significação. O Senhor não o tinha abandonado em nenhuma ocasião. Muito frequentemente, David tinha sido colocado em situações perigosas, mas em nenhuma ocasião a intervenção divina deixou de livrá-lo. As provas às quais tinha sido exposto eram muito variadas; não tinham tomado apenas só uma forma, mas muitas, porém, sem embargo, em cada caso, Aquele que tinha enviado a prova dispôs também graciosamente a saída. David não podia pôr o seu dedo sobre nenhuma anotação da sua agenda e dizer: “Aqui é evidente que o Senhor me abandonará”, pois todo o curso da sua vida passada era uma prova do contrário. Tendo em conta o que Deus tinha feito por ele, David tinha de chegar à conclusão de que Deus defendê-lo-ia até ao fim. Mas, não duvidamos nós, precisamente da mesma maneira da ajuda de Deus? Não é essa uma desconfiança que não tem razão de ser? Tivemos alguma vez razão para termos a menor sombra de dúvida da bondade do nosso Pai? Não têm sido maravilhosas as Suas misericórdias? Em alguma ocasião Deus falhou em justificar a nossa confiança? Não! O nosso Deus nunca nos abandonou. Tivemos noites escuras, mas a estrela do amor brilhou no meio das trevas. Havemo-nos achado em terríveis conflitos, mas sobre as nossas cabeças Deus levantou o escudo da nossa defesa. Passámos por muitas provas, mas nunca para nosso prejuízo, mas sempre para nosso proveito. E o resultado da nossa experiência passada é que Aquele que esteve connosco em seis provas, não nos deixará na sétima. O que já conhecemos do nosso fiel Senhor, prova-nos que Ele nos guardará até ao fim. Não temos, então, razão contrária para prova. Como podemos ser sempre tão mesquinhos para duvidarmos do nosso Deus? Senhor, derruba a Jezabel da nossa incredulidade, e deixa que os cães a devorarem.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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