… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

17 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
17 de outubro

“Entre os braços, recolherá os cordeirinhos e os levará no seu regaço.” (Is 40:11, ARC, Pt)

O NOSSO bom Pastor tem no Seu rebanho uma variedade de experiências. Alguns são fortes no Senhor e outros são fracos na fé, mas Ele é imparcial no Seu cuidado para com todas suas ovelhas, e o cordeiro mais fraco é tão querido para Ele como o mais forte do rebanho. Os cordeiros têm a tendência de ficar para atrás, propensos a extraviar-se e a debilitar-se, porém o Pastor, com Seus braços poderosos, protege-os de todos os perigos a que os expõem essas debilidades. Ele acha as almas nascidas de novo que, como cordeirinhos, estão prestes a perecer e Ele alimenta-as até que elas se tornam vigorosas; Ele acha as mentes débeis, prestes a desmaiar e a morrer e Ele consola-as e renova-lhes as suas forças. Ele recolhe todos os pequenos, porquanto não é a vontade do nosso Pai celestial que um deles se perca. Que vista sagaz Ele ter deve para vê-los todos! Que coração terno para cuidar de todos eles! Que braço amplo e poderoso para recolhê-los a todos! Durante a Sua vida terrestre Ele era o grande recolhedor dos mais fracos e, agora que Ele está no Céu, o Seu coração amante anseia pelos mansos e contritos, pelos tímidos e débeis, pelos temerosos e abatidos, que vivem neste mundo. Quão afetuosamente Ele me recolheu a Si mesmo, à Sua verdade, ao Seu sangue, ao Seu amor e à Sua Igreja! Com que graça eficaz Ele me compeliu a ir a Ele! Quantas vezes, desde a minha conversão, Ele me restaurou dos meus extravios e de novo, uma vez mais, me estreitou nos Seus braços eternos! O melhor de tudo é que Ele faz isto Pessoalmente, não delegando em ninguém a obra de amor, mas condescende, Ele mesmo, em salvar e preservar o Seu servo mais indigno. Como o amarei suficientemente ou O servirei dignamente? Sentir-me-ia ditoso se pudesse engrandecer o Seu nome até aos confins da Terra, mas, o que pode fazer a minha debilidade a favor dEle? Grande Pastor, acrescenta às Tuas misericórdias ainda esta outra: dá-me um coração que Te ame mais verdadeiramente, como é meu dever fazê-lo.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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