… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de outubro de 2016

2 de outubro


Oswald Chambers 
My Utmost for His Highest
2 de outubro O LUGAR DA HUMILHAÇÃO
“Se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.” (Mc 9:22, ARC, Pt)

Depois de cada momento de exaltação, somos levados para baixo numa repentina e precipitada descida para as circunstâncias como elas realmente são, onde não há nada formoso, poético, nem emocionante. A altura do cume da montanha mede-se pela labuta sombria do vale, mas é no vale que nós temos de viver para a glória de Deus. Na montanha vemos a Sua glória, mas aí nunca viveremos para a Sua glória. É no lugar de humilhação que descobrimos o nosso verdadeiro valor para Deus— que é onde se revela a nossa fidelidade. A maioria de nós pode fazer as coisas se estiver sempre nalgum intenso nível heróico, simplesmente por causa do egoísmo natural dos nossos próprios corações. Mas Deus quer que nós estejamos no monótono nível quotidiano no vale, onde vivemos de acordo com a nossa relação pessoal com Ele. Pedro pensou que seria uma coisa maravilhosa para que eles permanecer na montanha, mas Jesus Cristo trouxe os discípulos da montanha para o vale, onde o verdadeiro significado da visão foi explicado (ver Mc 9:5-6, Mc 9:14-23).

“Se tu podes fazer alguma coisa ...” É preciso o vale da humilhação para fazer desaparecer o ceticismo de nós. Rememora a tua própria experiência e descobrirás que até que realmente aprendeste quem Jesus era, tu eras um cético ardiloso a respeito do Seu poder. Quando tu estavas no topo da montanha poderias crer em qualquer coisa, mas o que acontece quando te deparas com os factos do vale? Tu podes ser capaz de dar um testemunho a respeito da tua santificação, mas que me dizes a propósito da coisa que é uma humilhação para ti agora mesmo? A última vez que estiveste na montanha com Deus, viste que todo o poder no céu e na terra pertencia a Jesus— serás tu cético agora, simplesmente porque estás no vale da humilhação?


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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