… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de outubro de 2016

2 de outubro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
2 de outubro
“A esperança que vos está reservada nos céus.” (Cl 1:5, ARC, Pt)

A NOSSA esperança em Cristo para o futuro é a causa principal e o apoio mais importante do nosso gozo neste mundo. Esta esperança animará os nossos corações a pensar frequentemente no Céu, pois ali se promete tudo o que possamos desejar. Aqui estamos enfadados e cansados de labutar, mas lá está o lugar de repouso, onde o suor do trabalho não molhará mais a fronte do trabalhador e a fadiga desaparecerá para sempre. Para os que estão enfadados e exaustos, a palavra “descanso” está cheia de Céu. Nós estamos sempre no campo de batalha, somos tão tentados no interior e tão atormentados pelos inimigos no exterior, que quase não temos paz. Mas no Céu gozaremos da vitória, quando a bandeira ondular no topo dos mastros triunfalmente, quando a espada for embainhada e quando ouvirmos dizer ao nosso Capitão: “Bem está, servo bom e fiel.” Sofremos perda após perda, mas estamos a caminho para o país do Imortal, onde as sepulturas são coisas desconhecidas. Aqui o pecado causa-nos constante aflição, mas lá seremos perfeitamente santos, pois lá não entrará nada que corrompa. A cicuta não brotará nos regos dos campos celestiais. Oh! Não é para ti, um motivo de gozo, o saberes que não serás banido para sempre, nem ficarás eternamente neste deserto, mas que logo herdarás a Canaan? Não obstante, que nunca se diga que estamos sonhando com o futuro e esquecendo o presente; façamos com que o futuro santifique o presente para os elevados fins. Pelo Espírito de Deus, a esperança do Céu é a força mais poderosa para produzir a virtude; é uma fonte de alegre actividade; é a pedra angular de gozosa santidade. O homem que tem esta esperança, vai para o seu trabalho com vigor, pois o gozo do Senhor é a sua força. Luta ardorosamente contra a tentação, porque a esperança do mundo vindouro repele os dardos inflamados do adversário. Ele trabalha não para a recompensa presente, porquanto ele espera uma recompensa no mundo por vir.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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