… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de outubro de 2016

2 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
2 de outubro
“Daniel, homem muito amado.” (Dn 10:11, ARC, Pt)

FILHO de Deus, tu hesitas em te apropriares deste título? Ah! A tua incredulidade tem-te feito esquecer que tu também és muito amado? Como podes pensar que não foste muito amado, quando a Palavra de Deus diz que foste comprado com o precioso sangue de Cristo, como o de um cordeiro sem defeito e sem mácula? Quando Deus feriu o Seu Unigénito Filho por ti, o que era isso senão seres muito amado? Tu viveste em pecado, levaste uma vida desregrada, não deves tu ser muito amado por Deus, havendo-te Ele suportado tão pacientemente? Tu foste chamado por graça e conduzido a um Salvador e feito um filho de Deus e um herdeiro do Céu. Tudo isto, não prova, um grande e superabundante amor? Desde aquele tempo quando o teu caminho era acidentado com dificuldades ou plano com misericórdias, não houve também ali muitas provas de que és “homem muito amado”? Se o Senhor te castigou, apesar de tudo, não o tem feito com ira; se te tem feito pobre, porém, em graça te fez rico. Quanto mais indigno te sintas, mais evidência terás de que nada senão o amor inefável pôde haver-te guiado ao Senhor Jesus para que salvasse assim uma alma como a tua. Quanto mais carecido de méritos tu te sintas, mais clara te será a manifestação do abundante amor de Deus ao ter-te escolhido, ao ter-te chamado e ao ter-te feito um herdeiro de beatitude. Agora, se existe tal amor entre Deus e nós, vivamos sob a influência e a graça dele, e usemos o privilégio da nossa posição. Não nos aproximemos do nosso Senhor como se nós fôssemos estrangeiros, ou como se Ele não desejasse ouvir-nos — porquanto nós somos muito amado pelo nosso amante Pai. “Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?”. Vem com ousadia, oh crente, porque apesar das insinuações de Satanás e das dúvidas do teu próprio coração, tu és “muito amado.” Medita esta noite na excessiva grandeza e na fidelidade do amor divino, e, portanto, vai para a tua cama em paz.

Tradução de Carlos António da Rocha

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