… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

20 de outubro


William MacDonald
Um dia de cada vez
20 de outubro
“E desejou David, e disse: Quem me dera beber da água do poço de Belém, que está junto à porta!” (1Cr 11:17, ARC, Pt)

Belém era a cidade natal de David. Este conhecia bem todas as suas ruas e becos, o mercado e a comunidade. Mas, agora os filisteus tinham uma guarnição em Belém e David estava escondido na cova de Adulam. Quando três dos seus homens ouviram que David suspirava por um gole de água do poço de Belém, abriram passo nas linhas inimigas e trouxeram-lhe a água. Ele ficou tão comovido pelos seus valentes atos de amor e devoção que não pôde beber a água, mas derramou-a como uma libação para o Senhor.


Podemos pensar que David neste texto é como uma descrição do SENHOR Jesus. Assim como Belém era a cidade de David, do mesmo modo: “de Jeová é a Terra e a sua plenitude.” David devia estar sentado no trono mas estava numa cova. De maneira similar, o nosso Senhor devia ser entronizado pelo mundo e, em lugar disso, este tinha-O rejeitado e desconhece-O. Podemos comparar o desejo de David por água com a sede do Salvador pelas almas dos homens do mundo. Anela refrescar-Se, vendo as Suas criaturas salvas do pecado, de si próprios e do mundo. Os três valentes de David descrevem aqueles intrépidos soldados de Cristo que deixam de lado as considerações do bem-estar, da conveniência e da segurança pessoal, para cumprir o desejo do Seu Comandante em chefe. Levam as boas novas a todo mundo, para logo oferecer os seus convertidos ao Senhor, como um sacrifício de amor e de devoção. A reação emotiva de David sugere a resposta do Salvador quando vê as Suas ovelhas reunindo-se ao redor de Si de toda a tribo e nação. Vê o fruto da aflição da Sua alma e fica satisfeito (Is 53:11).



No caso de David, não teve que ordenar, persuadir ou enrolar os seus homens. Bastou que se lhe escapasse um pequeno suspiro de desejo; eles receberam-no como uma ordem do seu comandante.



O que faremos, quando sabemos qual é o desejo do coração de Cristo por aqueles que Ele comprou com o Seu sangue precioso? Necessitamos de pressões ou de súplicas missionárias e de “chamadas de altar”? Não é suficiente ouvi-Lo dizer: “A quem enviarei, e quem irá por nós?” Dir-se-á de nós que não estamos dispostos a fazer pelo nosso Comandante o que os homens de David fizeram pelo seu? Dir-Lhe-emos: “O Teu mais pequeno desejo é para mim uma ordem.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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