… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

21 de outubro



William MacDonald
Um dia de cada vez
21 de outubro
“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” (Mt 7:13-14, ARC, Pt)

Quando olhamos o atual mundo religioso, vemos numerosas religiões, denominações e seitas. E não obstante, só há duas religiões, como nos sugere o texto de hoje. Por um lado, há uma porta larga e um caminho espaçoso, muito transitado, que leva à perdição. Por outro lado, há a porta estreita e o caminho estreito, escassamente transitado, que leva à vida. Todas as religiões podem classificar-se como uma ou outra. A característica que distingue as duas é esta: uma religião diz o que o Homem deve fazer para ganhar ou merecer a salvação; a outra mostra o que Deus tem feito para prover salvação ao Homem.

A fé cristã autêntica, é única no sentido em que chama os Homens para que recebam a vida eterna como um presente por meio da fé. As outras religiões dizem ao Homem que deve ganhar a sua salvação pelas suas obras ou pelo seu carácter. O Evangelho mostra-nos como Cristo levou a cabo a obra necessária para a nossa redenção. Outros sistemas indicam ao Homem o que ele deve fazer para se redimir a si mesmo. A diferença está entre FAZER e FEITO.

A ideia popular é que as pessoas boas vão para o Céu e as más para o Inferno. Mas a Bíblia ensina que não há pessoas boas e que os únicos que vão para o Céu são os pecadores salvos pela graça de Deus. O Evangelho de Jesus Cristo elimina a jactância; diz ao Homem que não há obras meritórias que ele possa fazer para ganhar o favor de Deus, porque ele está morto em delitos e pecados. Todas as demais religiões inflam o orgulho do Homem implicando que ele pode e deve fazer algo para salvar-se a si mesmo ou para ajudar na sua salvação, que deve “contribuir com o seu granito de areia.”

Todas as falsas religiões são: “um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte “ (Pv 14:12). À mente não regenerada a salvação pela fé no SENHOR Jesus parece-lhe “demasiado fácil”, mas este é o caminho que leva à vida. Nas falsas religiões Cristo é nada, ou quase um mero acessório entre outras muitas coisas, enquanto que na verdadeira fé cristã Cristo é tudo.

Nas outras religiões não pode haver verdadeira segurança de salvação porque uma pessoa nunca sabe se tem feito suficientes boas obras ou as correctas. O crente em Cristo pode saber que é salvo porque isto não depende das suas obras mas da obra de Cristo feita a seu favor.

Há somente duas religiões: uma. da Lei, a outra, da Graça. Uma. das obras, a outra, da fé. Uma. de fazer, a outra. de crer. Uma. de tentar, a outra. de confiar. A primeira, leva à condenação e à morte, a segunda, à justificação e à vida.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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