… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

21 de outubro


Oswald Chambers 
My Utmost for His Highest
21 de outubro IMPULSIVIDADE OU DISCIPULADO?
“Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos, sobre a vossa santíssima fé ...” (Jd 1:20)

Em nosso Senhor não houve nada da natureza impulsiva ou irrefletida, mas, apenas uma fortaleza tranquila que nunca entrou em pânico. A maioria de nós desenvolve o seu Cristianismo segundo as linhas da nossa própria natureza, e não segundo as linhas da natureza de Deus. A impulsividade é um traço característico da vida natural, e o nosso Senhor ignora-a sempre, porque ela impede o desenvolvimento da vida do discípulo. Vê como o Espírito de Deus dá uma sensação de restrição à impulsividade, trazendo-nos, repentinamente, uma sensação de insensatez auto consciente, a qual, imediatamente, faz que nos queiramos justificar a nós mesmos. A impulsividade está muito bem numa criança, mas é desastrosa num homem ou numa mulher— um adulto impulsivo é sempre uma pessoa imatura. A impulsividade precisa de ser treinada numa intuição através da disciplina.

O discipulado é edificado inteiramente sobre a graça sobrenatural de Deus. Andar sobre as águas é fácil para alguém com descaramento impulsivo, mas andar em terra firme como um discípulo de Jesus Cristo é algo completamente diferente. Pedro andou sobre as águas para ir ter com Jesus, porém, em terra, ele “O seguiu, de longe” ( Marcos 14:54). Nós não precisamos da graça de Deus para resistir às crises— a natureza humana e o orgulho são suficientes para enfrentarmos magnificamente o stress e a tensão. Porém, precisamos da graça sobrenatural de Deus para viver as 24 horas de cada dia como um santo, passando por trabalho penoso, e vivendo uma existência medíocre, despercebido e ignorado como um discípulo de Jesus. Está enraizado em nós que temos de fazer coisas excepcionais para Deus— mas não temos da as fazer. Temos de ser excepcionais nas coisas quotidianas da vida, e santos nas ruas sórdidas, entre pessoas ordinárias— e isto não se aprende em cinco minutos.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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