… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 22 de outubro de 2016

22 de outubro


William MacDonald
Um dia de cada vez
22 de outubro
“E Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos; assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o SENHOR ordenara a Moisés.” (Dt 34:9, ARC, Pt)

Uma importante lição que se infere deste versículo é que Moisés, sabendo que o seu próprio ministério estava chegando ao fim, designou Josué como seu sucessor, pondo assim, um bom exemplo àqueles que estão em lugares de liderança espiritual. Alguns podem pensar que isto é muito elementar para ser enfatizado, mas, o facto é que é frequente este grande fracasso: não preparam sucessores, nem passam o testemunho a ninguém. Parece haver uma resistência inata à ideia de que somos insubstituíveis.

Este é um problema que enfrentam os anciãos e obreiros nas igrejas locais. É triste que os que ensinam bem ou sabem fazer obra pioneira, frequentemente morrem sem haver discipulado a alguém. Deixam “herdeiros” mas não discípulos. Por exemplo, um ancião serviu fielmente uma igreja local durante muitos anos, mas aproxima-se o dia quando já não poderá pastorear mais o rebanho. Não obstante, é-lhe difícil ensinar um homem mais jovem para que ocupe o seu lugar. Quiçá veja aos jovens como uma ameaça para a sua posição ou contraste a inexperiência deles com a sua própria maturidade e conclua que não são idóneos. É fácil que se olvide que também já foi inexperiente, e, se chegou à maturidade, para fazer obra, foi porque foi ensinado.

Este pode ser também um problema no campo missionário. O missionário que estabelece uma igreja sabe que deve treinar crentes autóctones para que assumam a responsabilidade da liderança espiritual. Mas, pensa que não podem liderar tão bem como ele, que cometem muitos erros e a congregação diminuirá se ele deixa outros pregar. E, de todos os modos, não sabem orientar bem os trabalhos. A resposta a todos estes argumentos é que o missionário deve ver-se a si mesmo como um ser indispensável, como a chave para a obra. Deve, antes, discipular os irmãos e delegar-lhes autoridade, enquanto busca trabalho noutra área do ministério, num outro lugar. Há sempre campos para desbravar e cultivar noutras partes. Não precisa de estar desocupado.

Quando Moisés nomeou Josué como sucessor, a transição foi muito suave. Não houve falta de liderança. A causa de Deus não sofreu trauma. E assim é como deve ser.

Todos os servos de Deus devem regozijar-se quando vêem os mais jovens levantar-se para ocupar os lugares de liderança. Deveriam considerar como um grande privilégio compartilhar o seu conhecimento e experiência com estes discípulos, e passar-lhes o testemunho antes de verem-se forçados a fazê-lo. Deve existir a atitude desinteressada que Moisés mostrou nessa ocasião, quando disse: “Oxalá todo o povo do Jeová fosse profeta.” (Nm 11:29)



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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