… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 22 de outubro de 2016

22 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
22 de outubro
“Eu voluntariamente os amarei.” (Os 14:4, ARC, Pt)

ESTA passagem é um sistema de teologia em miniatura. Quem entende o seu significado é um teólogo, e quem o pode aprofundar na sua plenitude é um verdadeiro mestre em Israel. Esta passagem é uma consumação da gloriosa mensagem de salvação que nos foi comunicado em Cristo Jesus, nosso Redentor. O seu significado gira em torno da palavra: “voluntariamente”. Este é o meio glorioso, apropriado e divino pelo qual o amor baixa do Céu à Terra; é este um amor espontâneo que flui para os que nem o merecem, nem o compraram, nem o buscaram. Esta é, na verdade, a única maneira na qual Deus pode amar a semelhantes criaturas como nós. Este versículo é um golpe mortal em toda sorte de pretendidas aptidões: “Eu voluntariamente os amarei”. Pois bem, se em nós houvesse alguma aptidão necessária, então, Ele não nos amaria voluntariamente; pelo menos, essa aptidão tiraria a esta graça algo do seu valor. Mas, a passagem diz: “Eu voluntariamente os amarei”. Nós lamentamo-nos, dizendo: “Senhor, o meu coração é muito duro”. E o Senhor responde: “Eu voluntariamente os amarei”. “Mas, eu não sinto, como queria, a necessidade que tenho de Cristo”. “Eu não te amarei porque sintas a tua necessidade; Eu voluntariamente os amarei”. “Mas, eu não sinto aquele enternecimento de espírito que queria sentir”. Recorda isto: o enternecimento de espírito não é uma condição para se ser amado, pois não há condições. O pacto de graça não tem nenhuma limitação, de sorte que, sem qualquer aptidão que nos recomende, nos disponhamos a confiar na promessa de Deus que Ele nos fez em Cristo Jesus, quando disse: “Quem crê nEle não é condenado”. É uma bênção saber o que a graça de Deus nos oferece gratuitamente em todos os tempos, sem preparação, sem aptidão, sem dinheiro e sem preço! “Eu voluntariamente os amarei”. Estas palavras convidam o reincidente no erro para retornar: de facto, o versículo foi especialmente escrito para tal— “Eu sararei a sua infidelidade, Eu voluntariamente os amarei.” Reincidente no erro! Seguramente a generosidade da promessa quebrará duma vez o teu coração, e retornarás, e buscarás o rosto do teu ofendido Pai.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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