… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 23 de outubro de 2016

23 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
23 de outubro
Quereis vós também retirar-vos?” (Jo 6:67, ARC, Pt)

MUITOS deixaram Cristo e não andaram mais com Ele. Mas, que motivos tens tu para fazer uma mudança? Houve no passado algum motivo para isso? Não demonstrou Jesus ser completamente competente? Ele diz-te esta manhã: “Porventura tenho Eu sido para ti um deserto?” Quando a tua alma confiou absolutamente em Jesus, viu-se confundida alguma vez? Não tens achado sempre o teu Senhor compassivo e generoso? A fé simples que depositaste nEle, não te deu toda a paz que o teu espírito poderia desejar? Podes sequer sonhar com um amigo melhor do que Ele? Então, não troques o amigo antigo e não aspires por um novo e falso. E quanto ao presente, há algo nele que te obrigue a deixar a Cristo? Quando estamos duramente acossados por este mundo ou pelas mais severas provas dentro da Igreja, achamos muito agradável o recostar-nos no seio do nosso Salvador. Este é o gozo que temos hoje: que somos salvos nEle. E, se este gozo nos causa satisfação, por que temos de pensar em fazer uma mudança? Quem troca o ouro pela escória? Não deixaremos a luz do Sol até que achemos uma luz melhor, nem deixaremos o nosso Senhor, até que apareça um amigo mais ilustre; e, já que isto nunca pode ser, agarraremo-Lo com uma energia imorredoira, e atemos o Seu nome, como um selo, no nosso braço. E quanto ao futuro, podeis insinuar algo que possa sobrevir, e que fará o necessário para que te rebeles, ou para que desertes da antiga bandeira, para que sirvas sob as ordens de outro capitão? Penso que não. Ainda que a vida seja longa, Ele não muda. Se somos pobres, o que é melhor ter do que a Cristo para que nos faça ricos? Quando estamos enfermos, o que mais queremos que Jesus nos faça, do que suave, o nosso leito de dor? Quando morrermos, não está escrito que “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!” Digamos com Pedro: “Senhor, para quem iremos nós?”




Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

Sem comentários: