… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

25 de outubro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
25 de outubro
“Por amor da verdade que está em nós, e para sempre estará connosco.” (2Jo 1:2, ARC, Pt)

UMA VEZ que a verdade de Deus consegue entrar no coração humano, sujeitando o homem integralmente a ela, nenhum poder humano ou infernal pode, depois, desalojá-la. Não consideramos essa verdade como um simples hóspede, mas sim como a senhora da casa. Este é um requisito cristão necessário. Não é Cristão quem assim não pensa. Os que sentem o poder vital do Evangelho e experimentam a potência do Espírito Santo enquanto Ele expõe, aplica e sela a Palavra do Senhor, prefeririam ser desfeitos antes do que apartar-se do Evangelho que lhes trouxe a salvação. Na segurança de que a verdade estará connosco perpetuamente, há milhares de bênçãos. Essa verdade será para nós sustento na vida, consolo na morte, canto na ressurreição e a nossa glória eterna. Esta verdade é, além disso, um privilégio cristão, sem o qual a nossa fé pouco valeria. Algumas verdades, já as temos ultrapassado e temo-las deixado para atrás, pois elas são só rudimentos e lições para principiantes, porém, não podemos considerar da mesma maneira a verdade Divina, pois ainda que seja doce alimento para os bebés, é também, no mais alto grau, sólida vianda para os adultos. A verdade de que somos pecadores apresenta-se-nos insistentemente para humilhar-nos e para pôr-nos em guarda. A verdade mais bendita de que “o que crê no Senhor Jesus será salvo”, permanece connosco como a nossa esperança e como o nosso gozo. A nossa experiência, longe de nos fazer afrouxar as doutrinas da graça, tem-nos ligado mais fortemente a elas. Os nossos motivos para crer em Cristo são agora mais poderosos e mais numerosos do que nunca; além disso, temos motivos para esperar que assim continuará sendo, até que, ao morrer, recebamos o Salvador em nossos braços.

Onde quer que este amor permanente da verdade possa ser descoberto, nós estamos obrigados a exercer o nosso amor. Nenhum círculo estreito pode conter as nossas graciosas simpatias, vasta como a eleição de graça deve ser a nossa comunhão de coração. Muito do erro pode estar misturado com a verdade recebida, vamos pelejar com o erro, mas ainda amar o irmão com a medida da verdade que nós vemos nEle; principalmente vamos amar e espalhar a verdade, nós mesmos.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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