… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

26 de outubro



William MacDonald
Um dia de cada vez
26 de outubro
“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma.” (1Pd 2:11, ARC, Pt)

Pedro recorda aos seus leitores que são estrangeiros e peregrinos, uma advertência que nunca foi tão necessária como hoje. Os peregrinos são pessoas que viajam de um país para o outro. O país pelo qual passam não é o seu país; são estrangeiros nele. A sua terra pátria é o país para onde vão.

A marca do peregrino é uma tenda. Por isso, quando lemos que Abraão habitou em tendas com Isaac e Jacob, devemos entender que considerava a Canaan como uma terra estranha (mesmo tendo-lhe sido prometida!). Viveu numa morada temporária porque: “Esperava a cidade que tem fundamentos, cujo arquiteto e construtor é Deus” (Hb 11:10). O peregrino não é um colonizador, mas é um homem que vai de viagem.

Porque a sua viagem é extensa, não deve levar consigo muitas coisas. Não se sobrecarrega com muitas posses materiais. Não pode dar-se ao luxo de levar bagagem desnecessária. Deve desfazer-se de qualquer coisa que impeça a sua mobilidade.

Outra característica do peregrino é que é diferente da gente que o rodeia onde ele vive. Não se conforma com o seu estilo de vida, com os seus hábitos, nem com a sua cultura.

No caso do peregrino Cristão, este tem em conta a admoestação de Pedro para se abster dos “desejos carnais que batalham contra a alma”. Não permite que o seu carácter seja moldado pelo meio ambiente. Está no mundo, mas não lhe pertence. Viaja por um país estranho sem adotar os seus costumes e valores.

Se o peregrino passa por um território hostil, é cuidadoso para não confraternizar com o inimigo. Isso constituiria uma deslealdade ao Seu Senhor. Seria um traidor à causa.

O peregrino Cristão está atravessando território inimigo. Tudo o que este mundo deu ao nosso SENHOR foi uma Cruz e um sepulcro. Oferecer amizade ao mundo, é trair o SENHOR Jesus. A Cruz de Cristo tem quebrado os laços que nos uniam ao mundo. Não cobiçamos o louvor do mundo, nem tememos a sua censura ou a sua condenação.

O peregrino sustenta-se na sua viagem ao saber que a marcha de cada dia o aproxima mais do seu Lar. Sabe que uma vez chegado ao seu destino, rapidamente se esquecerá de todas as penas e perigos que padeceu pelo caminho.



Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: