… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

26 de outubro

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
26 de outubro
Todos os ribeiros vão para o mar e, contudo, o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornam eles a ir.” (Ec 1:7, ARC, Pt)

TODAS as coisas terrestres estão em movimento; o tempo não descansa jamais. A Terra sólida é uma esfera que roda e o grande Sol, ele mesmo, é uma estrela que efectua obedientemente o seu curso em redor de algum luminar maior do que ele. As marés sacodem o mar, os ventos agitam o oceano que é batido pela brisa e os atritos gastam a rocha: a mudança e a morte imperam em toda a parte. O mar não armazena avaramente o seu caudal de águas, pois, se bem que essas águas entram nele por uma força, por outra se dispersam dele. Os homens nascem para morrer. Todas as coisas produzem confusão, ansiedade e aflição de espírito. Amigo do inalterável Jesus, que alegria é pensar na tua imutável herança; o teu mar de felicidade, que estará cheio para sempre, uma vez que Deus mesmo derramará nele rios eternos! Nós procuramos uma cidade permanente, que está além do firmamento, e nessa esperança não seremos desapontados. Este versículo que está perante nós ensina-nos a ser agradecidos. O Pai Oceano é um grande recebedor, mas é também um generoso distribuidor. O que os rios lhe levam, ele devolve-o à Terra em forma de nuvens e chuva. Aquele ser humano que recebe tudo e não devolve nada está desligado do universo. Dar aos outros é somente semear para nós mesmos. Aquele que demonstra ser tão bom mordomo que voluntariamente usa os seus bens a favor da obra do Senhor ser-lhe-á concedido mais. Amigo de Jesus, estás dando ao teu Salvador de acordo com os benefícios recebidos? Muito te foi dado, qual é teu fruto? Tens dado tudo? Não podes dar mais? Ser egoísta é ser malvado. Supõe que o oceano não dava nada das suas abundantes águas. Isso levaria a nossa raça à ruína. Deus proíba que qualquer de nós siga a pouco generosa e destrutiva política de vivermos para nós mesmos. Jesus não foi agradável a Si mesmo. Toda a plenitude habita nEle, não obstante, todos havemos recebidos da Sua plenitude. Oh que possamos ter o espírito de Jesus, para que daqui em diante, não vivamos para nós mesmos!



Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!

Que roubalheira!!!

Isto dói e não é sério nem cristão.

Carlos

Sem comentários: