… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

26 de outubro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
26 de outubro
“Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o SENHOR dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa.” (Ag 1:9, ARC, Pt)

AS almas avarentas restringem as suas contribuições para a obra pastoral e missionária, e consideram esse aforro como uma boa economia. Os tais não se dão conta de que, obrando assim, pelo contrário, estão-se empobrecendo a si mesmos. Desculpam-se dizendo que têm de cuidar das suas próprias famílias, mas eles esquecem-se  de que a maneira mais segura de levar à ruína os seus lares é esquecendo a casa de Deus. O nosso Deus tem um método de providência pelo qual, Ele pode fazer prosperar os nossos esforços, além do que esperamos, ou pode fazê-los fracassar para nossa confusão e angústia. Com uma simples volta dada pela Sua mão Ele pode conduzir o nosso navio por um canal vantajoso ou também encalhá-lo na pobreza e na bancarrota. É magistério da Escritura que o Senhor enriquece ao dadivoso, mas que abandona ao mesquinho para que ele descubra que o não dar conduz à pobreza. Tenho podido notar, depois de uma ampla observação, que os Cristãos mais generosos foram sempre os mais felizes, e, quase invariavelmente, os mais prósperos. Vi o doador liberal elevar-se a uma riqueza com a qual nunca sonhou, e vi, também, o avarento descer à pobreza pela mesma parcimónia com a qual pensava enriquecer-se. Os homens confiam aos bons mordomos grandes somas de dinheiro; e dessa maneira obra também o Senhor. Deus dá por carradas aos que dão por alqueires. Nos casos em que as riquezas não foram concedidas, o Senhor faz com que o pouco seja muito, por meio da satisfação que o coração santificado sente numa porção cujo dízimo foi dedicado ao Senhor. O egoísmo atende primeiro à sua própria casa, mas a piedade procura primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça. Não obstante, a longo prazo, o egoísmo é perda, e a piedade é grande ganho. Precisamos de fé para agir para com o nosso Deus de mãos abertas, pois seguramente Ele merece isto de nós; e tudo o que podemos fazer é um reconhecimento muito pobre da nossa assombrosa dívida pela Sua bondade.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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