… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

27 de outubro



William MacDonald
Um dia de cada vez
27 de outubro
“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gl 3:28, ARC, Pt)

Ao ler um versículo como este é de maior importância saber o que significa, e o que não significa. De outro modo, encontrar-nos-íamos adoptando posições grotescas que forçam o resto da Escritura e os factos da vida.

A chave do versículo encontra-se nas palavras “em Cristo Jesus.” Estas descrevem a nossa posição, quer dizer, o que somos aos olhos de Deus. Não se referem à prática de cada dia, isto é, o que somos em nós mesmos, ou na sociedade em que vivemos.

O que este versículo diz, é que no que se refere à posição ante Deus, não há judeu nem grego. Tanto o crente judeu como o crente gentio estão em Cristo Jesus, e por conseguinte, ambos estão ante Deus numa posição de favor absoluto. Nenhum dos dois tem alguma vantagem sobre o outro. Isto não significa, que se aboliram as diferenças físicas, ou as distinções de personalidade.

Em Cristo Jesus não há escravo nem livre. O escravo encontra a mesma aceitação que o livre por meio da Pessoa e obra de Cristo, nãos obstante, na vida diária persistem as distinções sociais. Não há varão nem mulher em Cristo Jesus. Uma mulher crente está completa em Cristo: foi aceita no Amado, justificada gratuitamente, igualmente como o varão crente, e tem a mesma liberdade de acesso à presença de Deus.

Mas, o versículo não se refere à vida quotidiana. Permanece a distinção sexual: varão e fêmea. Os papéis resultantes permanecem: pai e mãe. Continuam a posição de autoridade divinamente atribuída e a sujeição a essa autoridade: ao homem é-lhe dado o lugar de direcção e à mulher o de sujeição à autoridade do homem. O Novo Testamento estabelece na Igreja uma diferença nos ministérios do homem e a mulher (1Tm 2:8, 12; 1Co 14:34-35). Aqueles que argumentam que na Igreja não deve haver nem varão nem mulher, vêem-se forçados a torcer estas Escrituras, atribuindo ao Apóstolo Paulo motivos indignos ou até questionando a inspiração das suas palavras nestas passagens.

O que devemos entender é que enquanto as diferenças raciais, sociais e sexuais são abolidas no que se refere à posição ante Deus, não são abolidas na vida diária. Devemos entender também que estas diferenças não têm nada que ver com algum conceito de inferioridade. O gentio, o escravo e a mulher não são inferiores ao judeu, ao livre ou ao varão. De muitas maneiras podem ser superiores. Em vez de tentar modificar a ordem de Deus na criação e na providência, devemos aceitá-la e regozijar-nos nela.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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