… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

28 de outubro


William MacDonald
Um dia de cada vez
28 de outubro
“Há quem reparte, e lhes é acrescentado mais; e há quem retém mais do que é justo, mas vêm a pobreza” (Pv11:24). Ou “Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda.” (Pv 11:24, ARC, Pt) ou “Um dá liberalmente, e se torna mais rico; outro retém mais do que é justo, e se empobrece.” ( PJFA) ou “Uns dão generosamente e ficam mais ricos, outros poupam demais e empobrecem.” (BPT, Pt)

O Espírito Santo revela-nos aqui um maravilhoso segredo. É oposto a tudo o que esperaríamos, mas invariavelmente certo. O segredo é este: quanto mais dás, mais tens; quanto mais entesouras, menos tens. A generosidade faz com que os teus bens se multipliquem. A mesquinhez engendra pobreza. “O que dei, tenho; o que gastei, tive; o que guardei, perdi.”

Isto não significa que colhas a mesma quantidade que semeias, nem que o mordomo fiel virá a ser rico materialmente. Pode semear euros e colher algo melhor: almas. Pode semear bondade e recolher amigos, pode semear compaixão e colher amor.

Significa que uma pessoa generosa colhe recompensas que outros não podem recolher. Ao abrir o seu correio descobrirá que a oferenda que enviou supriu uma necessidade crítica no momento oportuno e na quantidade exacta. Regozija-se ao ver que o livro que comprou para um jovem crente foi utilizado por Deus para cambiar toda a direcção da vida dele. Compreende que a bondade que mostrou no Nome de Jesus foi um elo na cadeia da salvação dessa pessoa. É sobremaneira feliz. O seu gozo não conhece limites. Nunca trocaria o seu lugar com aqueles que parecem ter mais riqueza material do que ele.

O outro lado da verdade é que entesourar conduz à pobreza. Não há prazer no dinheiro guardado no banco. Pode enganar-nos com um falso sentido de segurança, mas não pode prover um desfrute verdadeiro e perdurável. Qualquer lucro precário que o dinheiro possa ganhar são como uns trocos comparado com a emoção de ver o dinheiro usado para a glória de Cristo e a bênção que Este traz para o nosso próximo. O homem que retém mais do que é necessário pode ter uma enorme conta bancária, mas somente uma pequena conta de gozo nesta vida e uma ainda menor no banco do Céu.

O versículo de hoje tem não apenas o propósito de mostrar um princípio divino, mas também o de lançar um desafio divino. O Senhor está-nos dizendo: “Prova-o por ti mesmo. Põe à minha disposição os teus pães e os teus peixes. Eu sei que os trazias para almoçar, mas se os põe nas Minhas mãos, haverá em abundância para o teu almoço e para o de outros milhares. Sentir-te-ias incomodado almoçando, enquanto que os que estão ao teu redor estão sentados somente vendo-te comer. Mas, pensa na satisfação de saberes que utilizei o teu almoço para alimentar a uma multidão.”

“Perdemos o que connosco gastamos,
Mas, como tesouro sem fim teremos,
Tudo o que a Ti, Senhor, emprestamos,
Aquele que tudo nos deu.”

Charlles Wordsworth


Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: