… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 29 de outubro de 2016

29 de outubro

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
29 de outubro
“Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que O não conhecessem.” (Lc 24:16, ARC, Pt)

OS discípulos deviam ter conhecido Jesus. Eles tinham ouvido a Sua voz tantas vezes, e tinham ficado a olhar fixamente com tanta frequência para aquele rosto desfigurado que é admirável que não o tenham conhecido. Contudo, não se passa também o mesmo contigo? Tu não tens visto Jesus nos últimos tempos. Estiveste na Sua mesa e não te encontraste com Ele. Hoje à noite estás passando por uma dura prova, e, se bem que Ele te diz claramente: “Sou Eu; não temais”, até agora vós não fostes capazes de discerni-Lo. Ai! Ai de mim! Os nossos olhos estão como que fechados. Conhecemos a Sua voz, olhamos para o Seu rosto, reclinamos as nossas cabeças sobre o Seu peito, e, até este momento, ainda que Jesus está muito perto de nós, estamos dizendo: “Oh se eu soubesse onde O achar!” Nós deveríamos conhecer Jesus, porquanto temos as Escrituras que refletem a Sua imagem, e ainda, como é possível que abramos esse precioso livro e não tenhamos um vislumbre do Bem-amado! Querido filho de Deus, acontece isto contigo? Jesus apascenta entre os lírios da Palavra. Tu andas entre esses lírios e, contudo, não O vês. Ele está habituado a andar entre as clareiras das Escrituras e a conversar com os Seus como o Pai o fez com Adão, pela viração do dia; e, se bem que tu estejas no jardim das Escrituras, não podes vê-Lo, apesar de que Ele está ali sempre. E por que não O vemos? Porque, como os discípulos, mostramos incredulidade. Eles, evidentemente, não esperavam ver Jesus, e, portanto, não O viram. Em grande parte, nas coisas espirituais, nós conseguimos o que nós esperamos do Senhor. Somente a fé pode guiar-nos para que vejamos Jesus. Faz tua esta oração: “Senhor, abre Tu, os meus olhos para que eu veja que o meu Salvador está comigo”. É uma bênção querer vê-Lo; mas, oh, é muito melhor contemplá-Lo! Ele é afável para aqueles que O buscam; porém, para aqueles que O acham, Ele é inexprimivelmente querido!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!

Que roubalheira!!!

Isto dói e não é sério nem cristão.

Carlos

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