… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 30 de outubro de 2016

30 de outubro


William MacDonald
Um dia de cada vez
30 de outubro

“Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade.” (3Jo 1:4, ARC, Pt)

O Apóstolo João não ignorava o gozo que experimenta o ganhador de almas. Guiar um pecador a ir para o SENHOR Jesus traz consigo uma tremenda alegria espiritual. Mas, para João, um gozo maior, de facto, o gozo maior, era ver os seus filhos na fé avançando com firmeza no Senhor.

O Dr. M. R. DeHaan escreveu: “Houve um tempo no meu ministério no qual dizia com frequência: ‘O gozo maior de um Cristão é levar uma alma a Cristo.’ Com o passo dos anos, cambiei de parecer... Muitos, pelos quais me regozijei quando fizeram as suas profissões de fé, logo caíram junto ao caminho e o nosso gozo converteu-se em pena e dor. Mas, regressar a um local depois de alguns anos e encontrar convertidos que crescem na graça e caminham na verdade, este é o maior gozo.”

Quando foi perguntado a Leroy Eims que coisa causava mais gozo na vida, disse: “Quando a pessoa que guiaste a Cristo cresce e se desenvolve até se converter num discípulo dedicado, frutífero e amadurecido que mais tarde guia a outros a Cristo e os ajuda por sua vez.”

Não nos surpreende que isto seja o que ocasiona o maior gozo. O espiritual tem o seu paralelo com o natural. Há um grande gozo quando um bebé nasce, mas está sempre a pergunta persistente: “Como chegará a ser?” Quanto se agradam os pais quando o menino cresce, amadurece e chega a ser um homem de carácter e de obras excelentes! Lemos em Provérbios 23:15-16: “Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio. E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas rectas.”

Uma lição prática que surge de tudo isto é que não devemos estar satisfeitos com métodos superficiais de evangelização e de discipulado, que dão resultados rápidos numa campanha, mas cujo fruto não permanece. Se desejarmos filhos espirituais que caminhem na verdade, devemos estar preparados para dar-lhes da nossa vida, um processo custoso que implica oração, instrução, estímulo, conselho e correção.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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