… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

31 de outubro



William MacDonald
Um dia de cada vez
31 de outubro
“O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.” (Pv 10:1, ARC, Pt)

O que é o que determina que um filho seja sábio ou néscio? Quais são os factores que determinam se chegará a ser um João ou um Judas?

A educação dos pais é, sem dúvida alguma, uma importante contribuição. Isto inclui ensinar, minuciosamente, os conhecimentos básicos das Sagradas Escrituras. Nunca podemos valorar correctamente a influência santificadora da Palavra.

Isto inclui um lar fortalecido pela oração. A mãe de um destacado pregador evangélico atribuía a preservação do mal moral e doutrinal do seu filho ao facto de que ela “desgastou os seus joelhos orando por ele.”

Denota o uso de uma disciplina firme e consistente, para que o filho aprenda a obedecer e a submeter-se à autoridade. Escutamos irados protestos nos nossos dias contra a disciplina estrita, mas mais vidas naufragaram pela tolerância, do que pelo uso da vara (Pv 13:24; 23:13,14).

Isto significa dar ao menino a segurança de saber que é amado. A disciplina deve administrar-se como um acto de amor, e não de mau humor nem para desabafar.

Significa que os pais devem ser um exemplo vivo do que professam, não só nas reuniões [1], mas na vida quotidiana, no lar. A hipocrisia na religião demonstrou ser uma pedra de tropeço para muitos filhos de crentes.

Mas, também a vontade do menino está implicada. Quando deixa o lar é livre para tomar as suas próprias decisões. Com frequência filhos criados na mesma casa sob as mesmas condições chegam a ser diferentes (numa profissão de fé).

Ter-se-á que confrontar dois factos da vida. Um, é que muitos querem saborear o mundo por si mesmos. O outro, é que a maioria prefere aprender à base de golpes, através da vergonha e da desgraça, em vez de fazê-lo por meio do conselho sábio.

Os pais sábios não forçam nem manipulam os seus filhos para que façam uma profissão de fé. Se os filhos querem render-se ao Senhor há que ajudá-los, mas se são pressionados, ocorrerá que voltarão atrás com o passar do tempo, e será mais difícil ganhá-los para Cristo. Se os pais Cristãos tiverem feito todo o possível para criar um filho na disciplina e na admoestação do Senhor, e mais tarde este naufraga, o que diremos então? Deverão recordar que o último capítulo ainda não foi escrito, e que não há qualquer caso demasiado difícil para o Senhor. Orando contínua e ardentemente ao Senhor, mantendo abertos os canais da comunicação, muitos viveram para ver o seu filho ou a sua filha pródiga, retornar. Noutros casos, as orações dos pais foram respondidas depois deles terem partido para o Senhor.



[1] = culto divino


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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