… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

31 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
31 de outubro
“Eu te conheci no deserto, em terra muito seca.” (Os 13:5, ARC, Pt)

SIM, Senhor, Tu, na verdade, conheceste-me na minha condição de caído, e, apesar disso, escolheste-me para Ti. Quando eu era repugnante e aborrecido de mim mesmo, Tu recebeste-me como Teu filho e satisfizeste as minhas múltiplos necessidades. Bem-aventurado seja para sempre o Teu nome por esta livre, rica e abundante graça! Desde então, a minha experiência íntima foi frequentemente um deserto, mas, Tu me reconheceste constantemente como Teu amado e derramaste sobre mim torrentes de amor e de graça para me alegrares e para me fazeres fértil. Sim, quando as minhas circunstâncias externas estavam da pior maneira e eu vagava numa terra seca, a Tua graciosa presença me tem confortado. Os homens não me conhecem quando o desprezo me está destinado, porém, Tu tens conhecido a minh’alma nas adversidades, porquanto nenhuma aflição escurece o lustre do Teu amor. Eu Te magnifico, Senhor muitíssimo misericordioso, porque em circunstâncias dolorosas me mostraste toda a Tua fidelidade, e deploro, ao mesmo tempo, que em algum tempo eu Te tenha esquecido. Lamento, também, que meu o coração se tenha exaltado quando, na realidade, tudo devo à Tua benignidade e amor. Tem misericórdia do Teu servo nestas coisas! Minh’alma, se Jesus te reconheceu na tua condição de perdida, está segura de reconhecê-Lo a Ele e à Sua causa agora que estás na tua prosperidade. Não te enalteças pelos teus êxitos deste mundo até ao ponto de te envergonhares da verdade e da humilde Igreja à qual te uniste. Segue a Jesus no deserto; leva a cruz com Ele quando o calor da perseguição aumente. Oh, minh’alma, Ele reconheceu-te na tua pobreza e na tua vergonha, nunca sejas tu tão pérfida para te envergonhares dEle. Que eu muito me envergonhe no pensamento de ter vergonha do meu supremo Amado! Jesus, minh’alma se une a Ti.

 “Eu voltar-me-ei para Ti em dias de luz,
Tanto como nas noites de cuidado,
Para Ti, o mais esplendoroso, entre todos os luzentes !
Para Ti, o mais belo dos belos!”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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