… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

6 de outubro



William MacDonald
Um dia de cada vez
6 de outubro
“... Ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.” (Ct 5:16, ARC, Pt)

O amor devoto, leal e resolvido da donzela sulamita pelo seu amado descreve a classe de amor que devemos ter pelo Amante Eterno das nossas almas. Notemos os seguintes pormenores.

Primeiro, ela amava tudo o que era dele. Exalta a beleza da sua compleição, cabeça, cabelos, olhos, bochechas, lábios, mãos, corpo, pernas, aspecto e boca (5:10-16). Nós, é óbvio, não pensamos nas características físicas do SENHOR Jesus, mas antes que devíamos fazê-lo com as Suas excelências morais.

Ela pensava nele dia e noite. Quer fosse trabalhando na vinha ou recolhendo-se de noite no seu quarto, até enquanto sonhava, ele ocupava a sua mente e enchia-lhe a sua visão. É bom que o nosso amor pelo SENHOR Jesus seja tão grande que encha o nosso coração desde o acordar até ao dormir.

A sulamita tinha somente olhos para ele. Outros poderiam procurar cortejá-la e ganhá-la com palavras de acesa admiração, mas ela tomava o louvor e aplicava-o ao seu amado. Desta maneira, quando a voz do mundo procura atrair-nos, devemos dizer:

“Oh, mundo em vão estendes
A tua pompa, encanto e glória.
Tenho ouvido uma história mais doce,
Tenho achado a genuína recompensa.
Cristo tem-me preparado um lugar
Onde está o meu lar amado.
Ali a Jesus contemplarei
E com Deus para sempre morarei”.

Podia falar dele de boa vontade. A sua boca falava da abundância do seu coração. Os seus lábios eram a pluma de um escrivão muito inspirado. Igualmente, deveríamos falar a respeito do nosso Senhor com mais facilidade e eloquência do que de qualquer outro assunto. Infelizmente nem sempre é assim.

A donzela sentia a sua própria indignidade muito vivamente. Desculpava-se pela sua aparência descuidada, pela sua mediocridade e pela sua insensibilidade para com ele. Quando pensamos na nossa pecaminosidade, na nossa predisposição para vagar e na nossa desobediência, temos ainda maior razão para nos maravilhamos de que Cristo continue interessado em nós.

O seu grande deleite era estar com ele. Ardentemente desejava o tempo quando ele viria pedi-la como esposa. Com quanto maior desejo devemos esperar a vinda do Noivo Celestial, para que possamos estar com Ele por toda a eternidade.

Enquanto isso, o seu coração parecia ser um cativo indefeso, e confessava que estava doente de amor. Sentia que não podia conter-se mais. Aspiremos a ter os nossos corações cativados pelo SENHOR Jesus, e que sejam cheios, até transbordar, de amor por Ele!



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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