… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

6 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
6 de outubro

“Tinha tomado a mulher cushita.” (Nm 12:1, ARC, Pt)

ESTRANHA escolha de Moisés, mas quanto mais estranha é a eleição dAquele que é um profeta igual a Moisés, e até maior do que ele! Nosso Senhor, que é formoso como o lírio, uniu-Se em matrimónio com uma que se declara morena porque o sol a queimara levemente. É a admiração dos anjos que Jesus ame seres pobres, perdidos e culpados. Cada crente, quando cheio com uma sensação de amor do Jesus, deve também ser dominado completamente pela admiração de que tal amor deva ser esbanjado num objeto tão inteiramente indigno dele. Conhecendo, como conhecemos, a nossa secreta culpabilidade, infidelidade e perversidade de coração, desfazemo-nos em agradecida admiração pela incomparável liberdade e soberania da graça. Jesus deve ter achado o motivo do Seu amor no Seu próprio coração; nunca poderia havê-lo achado em nós, porque ele não está ali. Ainda que depois da nossa conversão tenhamos sido morenos, contudo a graça fez-nos dignos. O santo Rutherford disse de si mesmo algo que também devemos subscrever, cada um de nós: “A Sua relação para comigo é que se eu estou enfermo, e Ele é o Médico de quem eu tenho necessidade. Ai! Quantas vezes tenho eu sido irresponsável e insincero com Cristo. Ele coloca uma ligadura, e eu desato-a; Ele edifica e eu derrubo; eu discuto com Cristo e Ele harmoniza-Se comigo vinte vezes por dia!” Oh mais terno e fiel Esposo das nossas almas prossegue a Tua obra misericordiosa de nos conformar à Tua imagem, até que nós, pobres cushitas, sejamos apresentados a Ti, sem mancha, sem ruga nem coisa semelhante! Moisés encontrou oposição por causa do seu casamento, e tanto ele como a sua esposa foram objetos dum olhar malicioso. Podemos nós admirar-nos ainda de que o mundo vão se oponha a Jesus e à Sua esposa, e especialmente quando grandes pecadores se convertem? Porque a base da objeção do Fariseu é sempre a mesma: “Este homem recebe pecadores.” A antiga causa para a altercação ainda se renova: “Porquanto [ele] tinha tomado a mulher cushita.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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