… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

6 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
6 de outubro

“Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede.” (Jo 4:14, ARC, Pt)

O CRENTE em Jesus acha no seu Senhor o suficiente para satisfazer-se agora, e para satisfazer-se eternamente. O crente não é um homem cujos dias lhe são fastidiosos por falta de conforto, e cujas noites lhe são longas pela ausência de pensamentos que lhe avivem o coração, pois ele acha na sua religião tal fonte de gozo e de satisfação, que se sente contente e feliz. Lança-o a um calabouço, e ele achará boa companhia; coloca-o num deserto estéril, e ele comerá pão do céu; priva-o de amizades, e ele achará o “amigo mais chegado do que um irmão.” Destrói-lhe todas as suas aboboreiras, e ele achará sombra debaixo da Rocha dos Séculos; mina-lhe o fundamento das suas esperanças terrestres, e o seu coração permanecerá firme, confiando no Senhor. O coração é tão insaciável como o sepulcro até que Jesus entre nele, mas, depois, é uma taça cheia que transborda. Há em Cristo tal plenitude, que só Ele é o tudo do crente. O verdadeiro santo está tão inteiramente satisfeito com a completa suficiência de Jesus, que já não tem mais sede, excepto aquela sede que anseia goles mais profundos da fonte viva. Crente, esta classe de sede é a que tu sentirás. Não é uma sede de ansiedade, mas de afectuoso desejo. Acharás agradável o desejar com ânsias gozos mais profundos do amor de Jesus. Disse alguém em certa ocasião: “Tenho estado mergulhando frequentemente o meu balde no poço, mas agora a minha sede de Jesus chegou a ser tão insaciável, que anseio pôr o próprio poço nos meus lábios e continuar bebendo.” Crente, é este agora o sentir do teu coração? Sentes que todos os teus desejos estão satisfeitos em Jesus, e que agora não tens nenhuma necessidade, salvo a de conhecer mais dEle e de ter com Ele mais íntima comunhão? Vem, então, frequentemente, ao manancial, e tira da água da vida livremente. Jesus nunca pensará que tomas demasiado, mas Ele receber-te-á com alegria, dizendo: “Bebe, sim, bebe abundantemente, meu amado.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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