… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

7 de outubro


William MacDonald
Um dia de cada vez
7 de outubro
“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado.” (Fl 3:13, ARC, Pt)

O apóstolo Paulo não pensava que já tinha chegado e tampouco nós devemos pensá-lo. Todos precisamos mudar. Liu Shao-chi dizia: “Os homens devem considerar-se como seres com necessidade de mudar e capazes disso. Não devem ver-se a si mesmos como imutáveis, perfeitos, santos e além de qualquer reforma... De outro modo não poderão progredir.”

O problema está em que a maioria de nós resistimos a mudar. Estamos desesperadamente ansiosos de ver mudanças... mas nos outros! Os seus traços curiosos de personalidade incomodam-nos, e desejamos reformá-los. Mas, passamos por cima inconscientemente das nossas próprias idiossincrasias[1] ou estamos satisfeitos, perpetuando-as. Desejamos tirar a palha do olho dos demais enquanto que admiramos a viga que levamos no nosso. As suas falhas e fracassos parecem-nos detestáveis, enquanto que olhamos complacentemente para os nossos.

O problema está na nossa própria vontade. Podemos mudar, se na verdade, o desejarmos. Se enfrentarmos o facto de que há no nosso carácter alguns traços indesejáveis, teremos dado o primeiro passo para nos tornarmos pessoas melhores.

Mas, como podemos saber que mudanças são necessárias? Uma maneira de sabê-lo consiste em deixar que a Palavra de Deus obre como um espelho. Ao irmos lendo-a e estudando-a, vemos o que devemos ser e quanto nos falta para chegar à meta. Quando a Bíblia condena algo do que somos culpados, devemos enfrentar o facto corajosamente e determinar fazer o necessário acerca disso.

Outro modo de chegar a saber quanto nos falta para alcançar a estatura de Cristo é escutar cuidadosamente os nossos parentes e amigos. Algumas vezes, as suas sugestões chegam-nos como em bandeja de prata; noutras ocasiões, como um malho. Devemos receber a mensagem e aceitá-la com agradecimento, tanto se as observações são veladas, ou como se são francas e abertas.

De facto, é uma excelente prática cultivar as críticas amáveis dos amigos. Por exemplo, poderíamos dizer-lhes: “Espero que se sinta livre e me faça saber qualquer característica indesejável na minha personalidade, ou qualquer defeito meu que irrite os outros.” E isso é o que fará um verdadeiro amigo. É triste pensar em todas aquelas pessoas que vão pela vida tornando-se insuportáveis à igreja, ao seu cônjuge, à sua família, e à sociedade, só porque ninguém esteve disposto a ir a contas com eles, ou, porque eles não estiveram dispostos a mudar.

Se tomarmos a moléstia e o tempo para indagarmos a respeito das áreas onde fraquejamos e irritamos aos que estão ao nosso redor, e tomamos as medidas necessárias para eliminar essas áreas, seremos pessoas com as quais será agradável viver.


[1] s. f. conjunto das disposições fisiológicas de cada indivíduo, que dão às suas associações um carácter subjectivo; constituição; temperamento peculiar de cada indivíduo. (Do gr. idiosygkrasía, «constituição própria»)

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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