… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

7 de outubro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
7 de outubro
“Por que fizeste mal a teu servo.” (Nm 11:11, ARC, Pt)

O NOSSO Pai Celestial envia-nos aflições frequentes para testar a nossa fé. Se a nossa fé vale alguma coisa, suportará a prova. O ouropel teme o fogo, mas o ouro não. As jóias de imitação temem ser tocadas pelo diamante, mas as jóias genuínas não temem a prova. É uma fé pobre a que só pode confiar em Deus quando os amigos são leais, quando o corpo é saudável e quando o negócio é bom. Mas, é uma fé verdadeira aquela que quando os amigos desaparecem, quando o corpo está doente, quando o espírito está abatido e quando a luz do rosto do nosso Pai está oculta, e ela se mantém firme na fidelidade do Senhor. Uma fé, que na prova mais terrível, pode dizer: “Ainda que mate, nEle confiarei” é uma fé de origem celestial. O Senhor aflige os Seus servos para que O glorifiquem, pois Ele é grandemente glorificado nas graças do Seu povo, que é feitura das Suas mãos. Quando “a tribulação produz paciência, e a paciência experiência, e a experiência, esperança”, o Senhor é glorificado com o desenvolvimento destas virtudes. Nunca ouviríamos a música da harpa, se não tocássemos as suas cordas; nem saborearíamos o sumo da uva, se esta não fosse pisada no lagar; nem descobriríamos o suave perfume da canela, se não a moêssemos; nem sentiríamos o calor do fogo, se os carvões não se consumissem. A sabedoria e o poder do grande Artífice vêem-se nas provas através das quais permite que os Seus vasos de misericórdia passem. As aflições presentes tendem a aumentar o gozo futuro. Para que a beleza das luzes de um quadro ressaltem, ele tem de ter sombras. Poderíamos ser felizes no Céu no mais alto grau se não conhecêssemos a maldição do pecado e as amarguras da Terra? Não é mais doce a paz depois da luta, e o descanso depois do trabalho? Não irá a lembrança de sofrimentos passados realçar a felicidade dos glorificados? Existem muitas outras respostas confortáveis para a pergunta com qual abrimos a nossa breve meditação. Meditemos nisto todo o dia.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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