… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 8 de outubro de 2016

8 de outubro



William MacDonald
Um dia de cada vez
8 de outubro
“Irmãos, não faleis mal uns dos outros.” (Tg 4:11, ARC, Pt)

Aqui é-nos apresentada uma prática, condenada em toda a Escritura, que é a prática de intrigar, murmurar, criticar os outros e falar com palavras corrompidas. Tudo isto e qualquer outro mau uso da boca, que a isso se assemelhe, está aqui condenado.

Intrigar significa revelar informação ou rumores a respeito de outra pessoa com a ideia de a desprestigiar. Por outras palavras, a informação que se dá e a forma como se dá é ruim e cruel. Por regra geral, isto vai acompanhado de segredo ou de confidencialidade; a pessoa que propaga a intriga não deseja que se revele o seu nome.

Duas mulheres de Brooklyn conversavam em certa ocasião. Uma delas dizia: “Heloísa disse-me o que tu lhe disseste que eu tinha dito dela, e eu disse-te que não lhe dissesses.” A outra replicou: “Que indiscreta, disse à Heloísa que não te dissesse o que lhe disse.” Ao que a primeira respondeu: “Bem, disse à Heloísa que não te diria o que me disseste, assim também, não lhe digas que eu te disse isto.”

São muito poucas as pessoas no mundo que nunca dizem algo negativo de outra pessoa. Conheço algumas delas e admiro-as além de toda a descrição. Alguém me disse, em certa ocasião, que se não podia dizer algo bom de alguém, então não dizia nada. Outro assinalava que procurava sempre ver algo nos outros crentes que os assemelhasse ao SENHOR Jesus. Uma terceira pessoa começou a dizer-me algo negativo de outra pessoa, então interrompeu-se a si mesma na metade da frase e disse: “Não, não seria edificante”. (Desde então tenho estado morrendo de curiosidade por causa disso).

Paulo tinha ouvido que havia contendas entre os coríntios. Ao confrontá-los com o facto, o apóstolo disse que tinha sido informado pela família de Cloé (1Co 1:11). Certamente a família de Cloé não estava mexericando. Estava dando parte da informação pertinente para que o problema pudesse resolver-se.

O apóstolo escreveu também algumas palavras fortes contra Himeneu, Alexandre e Fileto (1Tm 1:20; 2Tm 2:17), porque estavam prejudicando a causa de Cristo. Também pôs Timóteo em sobreaviso a respeito de Figelo, Hermógenes e Demas (2Tm 1:15; 4:10), homens que, ao parece, voltaram atrás depois de pôr a sua mão no arado. Mas, aqui não havia intriga. Era informação importante para aqueles crentes que estavam unidos na luta.

Havia um conhecido pregador o qual, quando alguém se aproximava dele com um bocado suculento de intriga, tirava um caderno negro e pedia ao mexeriqueiro que o escrevesse e o assinasse para fazer chegar a informação à pessoa envolta. Diz-se que abriu o caderno centenas de vezes, mas que jamais alguém fez um apontamento.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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