… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 8 de outubro de 2016

8 de outubro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
8 de outubro
“Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.” (Lc 5:4, ARC, Pt)

DESTA narração aprendemos que a acção humana é necessária. A pesca de peixes foi milagrosa; mas, sem embargo, nem o pescador, nem o navio, nem a rede foram postas de lado: tudo foi usado para conseguir peixes. Assim também, para salvar almas. Deus usa meios; e enquanto dure a presente dispensação da graça, Deus sentirá prazer em salvar os crentes pela loucura da pregação. Quando Deus obra sem usar meios, é sem dúvida glorificado, mas, sem embargo, Ele determinou usá-los, porque por eles Ele é muito magnificado sobre a Terra. Os meios são, em si mesmos, inteiramente inúteis. “Mestre, tendo trabalhado toda a noite, nada apanhámos.” Por quê? Não desempenhavam bem o seu ofício de pescadores? Na verdade eles não eram novatos no oficio; conheciam o trabalho. Empreenderam, sem habilidade, o seu trabalho? Não. Faltou-lhes diligência? Não; eles tinham trabalhado. Faltou-lhes perseverança? Não; eles tinham trabalhado toda a noite. Havia no mar escassez de peixe? É obvio que não, pois assim que o Mestre veio um grande cardume deles entrou na rede. Por que razão, então, não tinham pescado nada durante toda a noite? Porque os meios em si, sem a presença de Jesus, não valem nada. “Sem Ele nada podemos fazer.” Mas com Jesus podemos fazer todas as coisas. A presença de Cristo dá-nos êxito. Jesus sentou-se no barco de Pedro, e pela Sua vontade, por uma influência misteriosa, atraiu os peixes à rede. Quando Jesus é exaltado na Sua Igreja, a Sua presença constitui o poder da mesma; a aclamação de um rei está no meio dela. “E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim.” Saiamos esta manhã a pescar almas, olhando para cima com fé e ao nosso redor com solene ansiedade. Trabalhemos até que chegue a noite; e não o faremos em vão, pois O que nos manda lançar a rede, a encherá de peixes.


Tradução de Carlos António da Rocha

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