… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 9 de outubro de 2016

9 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
9 de outubro
“Mas Ele não lhe respondeu palavra.” (Mt 15:23, ARC, Pt)

Aqueles que buscam sinceramente e ainda não obtiveram a bênção, que procuram, podem ficar confortados por causa da história que temos diante de nós. O Salvador não concedeu imediatamente a bênção à mulher, ainda que esta tinha grande fé nEle. Jesus pensava dar-lha, mas Ele demorou um pouco antes de fazê-lo. Diz a passagem: “Mas Ele não lhe respondeu palavra.” Não era boa a oração da mulher? Sim, nunca no mundo houve melhor. Não era o seu caso indigente? Tristemente necessitado. Não sentiu ela, suficientemente, a sua necessidade? Sim, sentiu-a esmagadoramente. Não era ela suficientemente fervorosa? Ela era intensamente assim. Ela não tinha fé? Ela tinha-a em tão alto grau que até Jesus Se maravilhou, e disse: “Ó mulher, grande é a tua fé.” Nota, então, se bem que é certo que a fé traz paz, nem sempre a traz imediatamente. Pode haver certas razões que requeiram que a fé seja provada antes que seja recompensada. A fé genuína pode estar na alma como uma semente oculta, porém, até agora ela pode não ter crescido e florescido em gozo e paz. Um penoso silêncio da parte do Salvador é a prova difícil de suportar por grande número de almas que buscam, mas mais pesada ainda é a aflição duma resposta dura tão incisiva como esta: “Não está certo tirar o pão aos filhos para o deitar aos cães.” Muitos acham um prazer imediato em aguardar o Senhor, porém este caso não acontece assim com todos. Muitos acham um prazer imediato em aguardar o Senhor, mas não se passa assim com todos. Alguns, como o carcereiro, num ápice, saem das trevas e entram na luz, porém, outros são plantas de crescimento mais lento Em vez de uma consciência de perdão talvez te seja dada, em vez disso, uma consciência mais profunda do pecado, e nesse caso, tu terás necessidade de paciência para suportar o golpe duro. Ah! Pobre coração, conquanto Cristo te castigue e te fira ou até mesmo te mate, confia nEle; ainda que Ele te dê uma palavra irada, crê no amor do Seu coração. Nunca desistas, suplico-te, de buscares e de confiares no teu Mestre porque tu não obtiveste ainda o cônscio gozo que durante muito tempo anelaste. Lança-te sobre Ele e perseverantemente depende d’Ele, mesmo que não possas esperar de modo alegre.


Tradução de Carlos António da Rocha

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