… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

13 de outubro




William MacDonald
Um dia de cada vez
13 de outubro
“E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?” (Mt 7:9, ARC, Pt)

A pergunta espera uma resposta negativa. Normalmente, um pai não daria a seu filho uma pedra em lugar de pão. Certamente, o Pai Celestial nunca o fará.

Mas, a triste realidade é que algumas isto vezes é exactamente o que fazemos. As pessoas vêm a nós com uma profunda necessidade espiritual e possivelmente somos insensíveis ao que realmente as atormenta, ou as desanimamos com alguma panaceia superficial em vez de lhes dar a conhecer o SENHOR Jesus.

E. Stanley Jones ilustra esta situação com uma história tirada da sua própria vida (somente um grande homem é capaz de contar uma história que mostra o seu fracasso pessoal). “Como os membros do Congresso na Índia, na sua recém adquirida posição, ocasionalmente actuavam no seu próprio benefício em vez do bem do país, a situação gerada tornou-se numa carga muito pesada para Jawaharlal Nehru. Este dizia que estava pensando em renunciar ao cargo de primeiro-ministro e partir para se repor espiritualmente. Vi-o naquela ocasião, e no fim da entrevista ofereci-lhe um frasco de pastilhas feitas de ervas de cereal, que continham todas as vitaminas conhecidas. Recebeu o frasco agradecido, mas, acrescentou: “O meu problema não é físico”, dando a entender que era espiritual. Em vez de lhe oferecer a graça, ofereci-lhe ervas. Pedia pão e dei-lhe uma pedra... Sabia que tinha a resposta, porém, não soube como dizê-la. Temia ofender o grande homem. Devia ter-me recordado dum lema escrito num muro de Sat Tal Ashram: “Não há sítio no qual Jesus Cristo esteja fora do lugar” mas não o fiz. Recordo como prevaleceram as minhas vacilações. Ofereci-lhe pastilhas de ervas quando realmente ele necessitava de graça, da graça e do poder que lhe sarariam o coração. Então devia ter dito: «Estou sarado até ao coração. Que o mundo avance com os seus problemas impossíveis. Estou preparado.»”

Desconfio que a experiência do Dr. Jones nos é muito familiar. Encontramos pessoas que têm profundas necessidades espirituais. Deixam escapar alguma palavra que nos abre a porta para que lhes ministremos a Cristo. Mas não a aproveitamos; sugerimos uma aspirina como remédio para um problema espiritual ou trocamos o tema por um alguma coisa de valor corriqueiro.

Oremos: “Senhor, ajuda-me a aproveitar cada oportunidade para testificar de Ti, para entrar em cada porta aberta. Ajuda-me a vencer as minhas vacilações, a dar-lhes pão e graça quando deles necessitem.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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