… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 29 de outubro de 2016

29 de outubro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
29 de outubro
“Vós orareis assim: Pai nosso.” (Mt 6:9, ARC, Pt)

ESTA oração começa onde devem começar todas as verdadeiras orações, quer dizer, no espírito de adopção: “Pai nosso.” A oração não será aceitável até que digamos: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu Pai.” Este espírito infantil percebe logo a grandeza do Pai que está “nos Céus”, e passa à fervorosa adoração: “Santificado seja o Teu nome.” O chilreio infantil: “Abba, Pai” transforma-se no clamor dos querubins: “Santo, Santo, Santo.” Há só um passo entre o culto inspirador e o ardente espírito missionário, que é o seguro resultado do amor filial e da adoração reverente: “Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu.” A seguir, temos a sentida expressão da nossa dependência de Deus: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje.” Além disso, sendo iluminado pelo Espírito, ele descobre que não só é dependente, mas, também pecador; e, então, implora misericórdia: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” depois de haver sido perdoado, de ter obtido a justiça de Cristo e de conhecer que foi aceito por Deus, pede humildemente ao Senhor que lhe dê perseverança: “E não nos induzas à tentação.” Quem foi perdoado anseia não pecar mais; a posse da justificação condu-lo a desejar a santificação. “E perdoa-nos as nossas dívidas” é justificação. “E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal.” isto é santificação na sua forma positiva e negativa. Como resultado de tudo isto, segue um triunfante louvor: “Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Ámen.” Regozijamo-nos de que o nosso Rei reine exercendo a Sua providência; e, também, nos regozijamos de que reinará manifestando a Sua graça “desde o rio até às extremidades da Terra”, e o Seu reino não terá fim. Este breve modelo de oração conduz a alma da adopção à comunhão com o Senhor. Ensina-nos, Senhor, a orar!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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